Pesquisadores da Empaer testam bactéria nas lavouras do MT
O uso da bactéria Azospirillum para a cultura do arroz, segundo a doutora em fertilidade do solo da Empaer, Maria Luiza, trará economia no custo de produção e ganho ambiental.
Neste período do ano, época das chuvas, os pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) estão envolvidos com o plantio dos experimentos de diversas culturas. E, num trabalho inédito utilizam a bactéria Azospirillum que fixa o nitrogênio do ar e repassa para o arroz, uma das culturas recomendadas para o Estado de Mato Grosso. A bactéria Azospirillum para a cultura do arroz, segundo a doutora em fertilidade do solo da Empaer, Maria Luiza, trará economia no custo de produção e ganho ambiental. Ela explica que para plantar um hectare de arroz são necessários 500 quilos de sulfato de Amônio, a um custo de R$ 785 ou 250 quilos de ureia a um preço de R$ 275.
Maria Villar, ressalta ainda que a bactéria Azospirillum evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. A bactéria penetra na raiz da planta, associa-se com várias gramíneas tais como, milho, trigo, sorgo e outras, multiplica bem quando a fonte de Nitrogênio é o carbono, produz fitohormônios que alteram o metabolismo da planta, aumentando a absorção de água e mineral, isso ocorre em todos os tipos de solo e clima e o uso da bactéria (inoculante) reduz até 50% o uso de fertilizantes.
No Brasil, conforme a pesquisadora, a cultura da soja é pioneira na utilização da bactéria que fixa nitrogênio do ar e doa para a cultura. Na soja é usada a bactéria Rhizobium que atinge os nódulos radiculares suprindo a planta de Nitrogênio. “O Brasil se destaca no mundo por utilizar o melhor sistema de inoculação da soja com fixação biológica de Nitrogênio, isso é resultado de um programa integrado entre melhoristas e microbiologistas”, destaca Villar.
O projeto é financiado pela Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso) no valor de R$ 300 mil, com duração de três anos. O trabalho conta com a parceria do Centro de Biotecnologia da Embrapa. Novos materiais estarão à disposição em 2011.


