China se mantém ávida no mercado internacional

 China se mantém ávida no mercado internacional

Demanda chinesa assegura movimentação do mercado asiático

País deve manter-se crescendo e liderando os grandes compradores mundiais.

Depois de adquirir oficialmente 3,35 milhões de toneladas de arroz (base casca) ao longo de 2015, ampliando em mais de 30% a sua demanda internacional, a China manteve-se ávida compradora no mercado internacional e adquiriu 287,2 mil toneladas do cereal em janeiro, segundo a sua Agência de Administração Portuária. Houve queda substancial sobre as 396 mil toneladas adquiridas em dezembro, último, mas a sinalização é de que o país não vai tirar o pé do acelerador nas compras do cereal ao longo deste ano.

A Tailândia (107 mil toneladas), o Vietnã (81 mil t) e o Paquistão (74 mil t) são os principais fornecedores. Agências internacionais e analistas do mercado mundial, no entanto, desconsideram os números oficiais do governo chinês, e argumentam que o volume adquirido pelo gigante asiático pode chegar a 6 milhões de toneladas, uma vez que um volume significativo de arroz ingressa pelas imensas e ermas fronteiras da China com países vizinhos. Este volume elevaria a participação das compras chinesas de 8% para 14% de toda a comercialização anual do mundo.

O mercado é tão interessante que até o Brasil vem tentando encontrar formas de exportar arroz para a China. No entanto, a demanda por grão longo fino, característica do nosso produto, não é tão significativa. Os chineses preferem os grãos curtos e médios, ou aromáticos. Contudo, mesmo o “pouco significativo” para um mercado que consome quase 15 safras brasileiras, anualmente, pode ser representativo para o mercado nacional. Aliás, numa relação de oferta e demanda bastante ajustada como a atual, qualquer tonelada exportada, faz diferença.

Em 2016 a China colherá o equivalente a 145,5 milhões de toneladas de arroz, beneficiadas, considerando o cereal longo fino, médio e os grãos curtos, além dos aromáticos. O volume equivale a 214 milhões de toneladas em base casca. Ainda assim, e sem contar as importações e a exportação – prevista em 500 mil toneladas -, o gigante da Ásia vai manter um estoque de 92,5 milhões de toneladas de arroz, em base beneficiado, ou 135 milhões de toneladas de grão em casca, algo em torno de sete meses de consumo.

1 Comentário

  • Aos poucos eles vão comer nosso longo fino com s melhor qualidade do mundo e vamos exportar para lá

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