Fórum Técnico apresenta alternativas sustentáveis ao arrozeiro
Colheita do Arroz que ocorrerá em Cachoeirinha (RS).
A 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz que ocorrerá de 21 a 23 de fevereiro na Estação Experimental do Arroz, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha (RS), vai contar em sua programação com fóruns de debate sobre temas importantes para a cadeia orizícola. O Fórum Técnico irá tratar de questões como Manejo Responsável de Defensivos, Integração Lavoura-Pecuária e Irrigação. As palestras serão realizadas no auditório principal, na quarta-feira, primeiro dia do evento, na parte da tarde.
No painel Integração Lavoura-Pecuária: Uma opção ou caminho obrigatório?, o foco será, inicialmente, um panorama geral sobre os principais fatores que contribuem para a crise da lavoura de arroz. Segundo o palestrante Felipe Carmona, engenheiro agrônomo, doutor em Ciências do Solo e sócio diretor da Integrar – Gestão e Inovação Agropecuária, na sequência, serão apresentados alguns dos benefícios que a integração lavoura pecuária pode trazer para o sistema produtivo como um todo. “Também vai ser abordado como esses benefícios combatem as chagas da orizicultura gaúcha: o alto custo de produção, a degradação dos solos e a infestação por plantas daninhas resistentes aos principais grupos químicos hoje em uso”, destaca.
No painel Irrigação, três especialistas irão falar sobre “Diversificação como Sobrevivência”. O engenheiro agrônomo Ramiro Alvarez de Toledo Lutz, da empresa de consultoria agronômica Vetagro, de Uruguaiana (RS), vai mostrar a viabilidade agronômica e econômica da implementação do sistema de pivô central em áreas ocupadas hoje com lavouras de arroz convencionais. “Esta mudança de paradigma regional garantiria um futuro rentável para o produtor e o distanciaria dos problemas cíclicos de endividamento. Sem deixar de ter o arroz como cultivo principal, esta tecnologia permite ao produtor rural projetar uma rotação de culturas rentável e segura, e possibilita a integração com a pecuária”, explica.
Conforme Lutz, serão destacadas também as vantagens e as dificuldades que são enfrentadas ao adotar o sistema de pivô central. “Iremos justificar os motivos que nos levam a recomendar a adoção deste sistema de irrigação de cultivos. Desde 2003 acompanhando e assessorando projetos de pivô central na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, solidifica a certeza que é uma tecnologia que veio para ficar, num crescimento sólido no cultivo de arroz”, observa.



1 Comentário
Alternativas também poderiam se dar via comercialização e não somente em relação aos aspectos de produção. Vender arroz beneficiado diretamente pelo produtor, mudança do padrão de venda para tipo 1 e o restante para subprodutos, integração produtor engenhos, financiamento da safra com recebimento em produto com preço prefixado com base no beneficiado…