Preços do arroz indiano caem para o menor nível em sete meses
A venda agressiva de antigos estoques pela China para compradores africanos também afeta os preços.
Os preços de exportação do arroz do maior exportador mundial, a Índia, caíram nesta semana para o menor nível em quase sete meses, enquanto a demanda continuou estagnada. As cotações do arroz vietnamita também declinaram, devido ao aumento da oferta esperado para a colheita de verão.
A variedade parboilizada com 5% de quebrados da Índia foi cotada em US$ 362 – $365 por tonelada esta semana, abaixo dos US$ 371- $374 da semana passada. Foi o sexto recuo semanal, afetado também pela pressão da desvalorização da rupia.
"A demanda caiu no mercado da África Ocidental, já que eles estão mantendo altos estoques", disse Nitin Gupta, vice-presidente do negócio de arroz da Olam Índia.
A venda agressiva de antigos estoques pela China para compradores africanos também está pesando nos preços, avaliam exportadores.
A península meridional de cultivo de arroz da Índia poderia receber 95% de chuva durante a próxima monção, segundo o centro meteorologista privado Skymet.
Enquanto isso, o vizinho Bangladesh planeja exportar arroz excedente para proteger os interesses dos agricultores, disse o ministro da Alimentação Sadhan Chandra Majumdar, em meio à crescente frustração com os baixos preços do arroz.
Os agricultores dizem que 40 kg de arroz estão sendo vendidos por cerca de 500 taka (US$ 5,90), contra um custo médio de produção de 700 taka, enquanto a colheita da safra de verão, conhecida como Boro, está em pleno andamento.
No Vietnã, as tarifas para arroz quebrado a 5% caíram para US$ 355 a tonelada na quinta-feira, ante US$ 365 na semana anterior, devido a expectativas de que os estoques aumentarão quando a colheita antecipada da safra de verão-outono começar no final deste mês.
"As exportações de arroz do Vietnã este ano devem permanecer inalteradas sobre o ano passado, mas vão cair gradualmente à medida que a área de cultivo encolher para dar lugar ao cultivo de árvores frutíferas", disse à Reuters uma importante autoridade da Associação de Alimentos do Vietnã.
"Embora os importadores chineses tenham reaberto a porta ao arroz vietnamita, ainda não é fácil para os exportadores vietnamitas aumentarem as vendas para a China, já que várias barreiras técnicas ainda estão em vigor", acrescentou o funcionário, referindo-se às regulamentações sobre qualidade, embalagem e origens.
A Associação de Exportadores de Arroz da Tailândia manteve sua previsão de janeiro para a Tailândia exportar 9,5 milhões de toneladas este ano, caindo em relação aos 11 milhões de toneladas do ano passado por causa do fortalecimento do baht.
O vice-ministro do Comércio da Tailândia, Chutima Bunyapraphasara, afirmou na quarta-feira que o país exportou 3,2 milhões de toneladas de arroz nos primeiros quatro meses do ano. (Com agências internacionais).


