Com baixa liquidez, preços do arroz seguem em queda no RS

 Com baixa liquidez, preços do arroz seguem em queda no RS

(Por Cleiton Santos, AgroDados/Planeta Arroz) Com baixa liquidez, pela ausência de interesse da indústria, e também um produtor que não está se esforçando para comercializar o arroz que ainda tem em mãos, o mercado no Rio grande do Sul manteve-se com recuo nas cotações em todas as regiões. Em 22 dias de junho, o Indicador de preços do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) recuou 1,7%, para R$ 81,36 por saco de 50 kg. Há grande disparidade entre preços ofertados pelos compradores para liquidações dentro das empresas – que esperam valores menores na próxima semana – e entre os valores desejados pelos vendedores. As compras, limitadas, ocorrem da mão para a boca.

Parte dos agricultores esperam uma reação das cotações em função de alguns fundamentos que indicam uma redução da oferta no segundo semestre. A safra menor, os estoques menores e um bom movimento de exportações – em especial de arroz em casca e quebrados – ajudam a compor o cenário de expectativa. A necessidade, pelos altos custos de produção da última safra, e os baixos preços dos demais grãos são outros fatores que impactam o comportamento da oferta. O câmbio também, com o dólar abaixo dos R$ 4,80, baliza os preços de exportação e segura a disputa entre indústrias e tradings, fator que costuma elevar as cotações internas.

Diante dos números de safra e estoques, a cadeia produtiva e os analistas esperavam uma reação mais rápida e mais forte entre junho e julho. Mas, a ressalva era o câmbio. Neste momento, é um dos grandes fatores limitantes da evolução dos preços. A boa notícia da semana foi o anúncio do Equador de que analisa a importação de arroz do Mercosul, inclusive do Brasil. E algum movimento de retomada das vendas do grão beneficiado, ajudou também. Com base nas informação dos traders, o país deve consolidar mais de 150 mil toneladas de arroz em exportações em junho. Segundo eles, a ótima safra prevista para os Estados Unidos, a ser colhida entre agosto e setembro, deverá diminuir a competitividade do arroz brasileiro nas Américas. Daí, a pressa em assegurar novos embarques antes dos estadunidenses entrarem no mercado em valores mais baixos.

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