Em uma média boa

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Santa Catarina vai colher cerca de 1,2 milhão de t

Santa Catarina abriu oficialmente a colheita de arroz da safra 2025/26 em clima de celebração, com estimativa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) de colher 1,2 milhão de toneladas até março. O estado mantém 143,4 mil hectares plantados e segue como o segundo maior produtor de arroz do Brasil, liderando o ranking nacional de produtividade, com média de 8,5 toneladas por hectare. O evento, realizado em São João do Itaperiú, na Fazenda Limoeiro, reuniu produtores, pesquisadores, indústria e autoridades, reforçando a importância da rizicultura para a economia catarinense.

O alto desempenho da safra é resultado direto de meio século de investimentos em pesquisa e assistência técnica. A Estação Experimental de Itajaí, da Epagri, já lançou 32 cultivares de arroz, permitindo que a produtividade média do estado saltasse de 2,2 t/ha para mais de 8 t/ha, sem aumento de área plantada. O uso de variedades modernas, o manejo mais eficiente da água e do solo, o controle de pragas e doenças e a adoção de boas práticas de cultivo foram decisivos para consolidar o atual patamar produtivo.

Condições climáticas mais favoráveis também contribuíram para a safra cheia, com menor impacto de eventos extremos em comparação com ciclos anteriores. A combinação de clima adequado e tecnologia no campo garantiu lavouras mais uniformes e produtivas nas principais regiões orizícolas, como o Vale do Itajaí, o Litoral Norte e Sul e o Planalto Norte. Ao mesmo tempo, a Epagri e parceiros do setor lançaram o projeto SC + Arroz, justamente para sustentar e aprimorar esse nível tecnológico e produtivo.

O foco está em aumentar a eficiência da produção diante dos custos crescentes, usando ferramentas digitais, como a EpagriTEC, capacitando técnicos e produtores e fortalecendo a identidade do arroz de Santa Catarina. A proposta é garantir que os avanços em produtividade e qualidade se mantenham e continuem a diferenciar a safra catarinense, mesmo em um ambiente de desafios econômicos.

A economista Gláucia Padrão, da Epagri/Cepa, avaliou que os preços em janeiro deixaram de cair após atingirem média de R$ 48,74 por saca, o que é uma boa notícia. “Chegou a ocorrer leve recuperação o que, embora não seja a tendência mais forte para os próximos três meses, ainda traz esperanças de que 2026 seja um ano de trajetória ascendente para as cotações”.

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