FMC apresenta tecnologia inédita para controle de plantas daninhas no arroz após quatro décadas sem inovação

 FMC apresenta tecnologia inédita para controle de plantas daninhas no arroz após quatro décadas sem inovação

Nova solução para o manejo de capim-arroz mostra resultados promissores em pesquisas realizadas em Santa Catarina e pode representar um avanço histórico para a rizicultura brasileira.

(Por Portal do Agronegócio) A FMC apresentou os resultados preliminares de uma tecnologia inédita para o manejo de plantas daninhas no sistema de arroz pré-germinado, considerada uma das principais inovações para a rizicultura brasileira nas últimas quatro décadas. O encontro, realizado em Forquilhinha (SC), reuniu cerca de 120 participantes entre produtores rurais, pesquisadores, consultores, distribuidores e representantes da cadeia produtiva.

A nova solução, que ainda depende da conclusão dos processos regulatórios para chegar ao mercado, surge como alternativa para enfrentar um dos maiores desafios da cultura: o controle eficiente do capim-arroz, planta daninha que compromete a produtividade, eleva os custos de produção e reduz a rentabilidade das lavouras.

Pesquisa avalia tecnologia em 24 áreas de Santa Catarina

Durante o evento, a FMC apresentou os resultados de um amplo projeto de pesquisa desenvolvido em 24 áreas produtoras de Santa Catarina.

As avaliações demonstraram elevados índices de controle do capim-arroz, indicando o potencial da nova tecnologia para ampliar a eficiência do manejo de plantas daninhas e contribuir para a sustentabilidade dos sistemas produtivos de arroz irrigado.

Segundo a empresa, a iniciativa foi construída em parceria com produtores e especialistas, permitindo que a tecnologia fosse validada em condições reais de cultivo.

Controle de plantas daninhas é um dos maiores desafios da rizicultura

O avanço da resistência de plantas daninhas aos herbicidas disponíveis tem aumentado a preocupação dos rizicultores nos últimos anos.

Nesse cenário, a chegada de uma nova molécula pertencente a um grupo químico inédito para a cultura representa uma alternativa importante para diversificar estratégias de manejo e preservar a eficiência dos programas de controle.

“O trabalho desenvolvido demonstra o valor da colaboração entre produtores, pesquisadores e indústria na busca por soluções que atendam às necessidades reais do campo. Este encontro é uma forma de reconhecer os agricultores que participaram do projeto e compartilhar, em primeira mão, os resultados obtidos por meio dessa parceria”, destacou Luís Grandeza, gerente da cultura de arroz da FMC.

Especialistas participaram da validação da tecnologia

O projeto contou com a participação de pesquisadores e consultores reconhecidos na cadeia produtiva do arroz, entre eles Antonio Mendes de Oliveira Neto, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc); Domingos Sávio Eberhardt, da Eberhardt Consultoria; e Julio Catoni e Jussara Cristina Stinghen, da Farmer Up Consultoria.

Durante o encontro, os especialistas discutiram os desafios atuais da rizicultura, a evolução da resistência das plantas daninhas e a necessidade de incorporar novas tecnologias ao manejo integrado das lavouras.

Inovação reforça investimentos em pesquisa para o arroz

Além da apresentação dos resultados obtidos nas áreas experimentais, o evento reforçou a importância dos investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento para manter a competitividade da produção brasileira de arroz.

Segundo Filipe Crepaldi, representante técnico da FMC em Santa Catarina, a introdução de uma inovação inédita para a cultura após cerca de 40 anos evidencia o compromisso da empresa com o desenvolvimento tecnológico da rizicultura nacional e com a oferta de ferramentas capazes de aumentar a produtividade, reduzir perdas e fortalecer a sustentabilidade do setor.

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