Preço do arroz tem mais uma semana de aumento

 Preço do arroz tem mais uma semana de aumento

Avanço foi de quase 7% na semana passada ante a anterior, enquanto a subida chegou a 13,34% em um mês

(Por Correio do Povo) A recuperação das cotações do arroz seguiu avançando de forma consistente na semana passada, visto um movimento de recomposição de preços, enquanto o fluxo comercial permanece moderado. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado Evandro Oliveira.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira, 23, cotado a R$ 67,38, alta de 6,68% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 13,34%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 2,07%.

Conforme a consultoria, a liquidez ainda continua limitada pela postura cautelosa dos agentes, com produtores mantendo maior resistência às vendas e direcionando a comercialização de forma seletiva, na expectativa de condições mais favoráveis de remuneração.

“Paralelamente, o mercado passa a incorporar, de forma crescente, as expectativas relacionadas à safra 2026/27, reforçando a importância dos fundamentos estruturais na formação dos preços”, destaca.

Competitividade brasileira

Conforme Oliveira, observa-se continuidade da valorização nas principais regiões produtoras, com negócios no porto consolidando um novo intervalo de referência e indicando maior competitividade do produto brasileiro.

“Na Fronteira Oeste gaúcha, a melhora das cotações amplia as expectativas dos produtores, embora tentativas de negociação em patamares significativamente superiores ainda encontrem resistência”, ressalta.

Em Pelotas, sul do Estado, permanece o descompasso entre as pedidas dos produtores e as indicações de compra das indústrias, refletindo um ambiente de negociação mais criterioso.

“A Região Central continua negociando em níveis inferiores às demais praças, enquanto a disponibilidade de arroz de elevado rendimento industrial permanece bastante restrita”, exemplifica.

A postura dos produtores segue sendo um dos principais elementos de sustentação das cotações.

“A crescente retenção de estoques reduz a oferta imediata de produto disponível, elevando a dificuldade de originação em praticamente todas as regiões produtoras”, explica o analista.

Em contrapartida, as indústrias mantêm estratégia de compras escalonadas, priorizando a reposição gradual de estoques e evitando movimentos mais agressivos de aquisição diante das limitações de repasse ao mercado consumidor.

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