Adesão para renegociação de dívidas supera 90% no

Segundo Ari Joel Lanzarin, superintendente do Banco do Brasil (BB) no Rio Grande do Sul, mais de 90% dos 81 mil produtores que podiam solicitar alongamento dos seus débitos o fizeram em tempo.

A maioria dos produtores rurais com direito a rolar as dívidas de custeio e investimento protocolou o pedido de alongamento no prazo, encerrado ontem. Os agricultores agora estão preocupados em como quitar os débitos com as cooperativas. Segundo Ari Joel Lanzarin, superintendente do Banco do Brasil (BB) no Rio Grande do Sul, mais de 90% dos 81 mil produtores que podiam solicitar alongamento dos seus débitos o fizeram em tempo. Esse era o panorama no final da semana passada.

– Como hoje (ontem) houve bastante movimento nas agências, especialmente nas regiões produtoras de soja, acredito que quase todos tenham pedido (a prorrogação). O número final de pedidos nós deveremos ter na quarta – disse Lanzarin. O vice-presidente do Banrisul Urbano Schmitt também informou que a maioria dos produtores manifestou o interesse dentro do prazo.

A instituição deve ter hoje um relatório sobre a abrangência dos pedidos. A prorrogação atinge os contratos de custeio e investimento da agricultura empresarial e os de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A concessão do desconto autorizado para o custeio do Pronaf depende do pagamento em dia da parcela. No BB, o valor passível de rolagem soma R$ 2,5 bilhões.

Essas soluções atingem apenas os débitos com bancos. Permanecem as dificuldades, no entanto, no que diz respeito às dívidas com fornecedores de insumos. Somente com as cooperativas, esse montante chega a R$ 500 milhões, estima a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro).

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