Alta nos preços do arroz em novembro

O mercado interno de arroz mostrou-se mais aquecido, porém com períodos de fraca movimentação e até mesmo de de travamento, segundo o analista César Freyesleben Silva, do Icepa/Epagri, de Santa Catarina.

Durante o mês de novembro recém-findo, o mercado interno de arroz mostrou-se mais aquecido, porém com períodos de fraca movimentação e até mesmo de de travamento. Seus preços vêm crescendo paulatinamente.

Esta mudança na conjuntura do mercado de arroz vem sendo estimulada por dois fatores principais. O primeiro deles é o direcionamento de alguns instrumentos de política agrícola, com mais relevo para as Aquisições do Governo Federal (AGF) – apesar do atraso na liberação – e os Contratos de Opção e Prêmios de Opção Privada (PROP).

O segundo fator é o reduzido volume de grãos de melhor qualidade.

A estes fatores se soma o prognóstico de nova safra nacional: 10% menor.

No mercado gaúcho de arroz em casca, por exemplo, desde o começo do corrente mês os preços aos produtores evoluíram na seguinte proporção:

• em Pelotas e Santa Maria, 17,6% (de R$ 17,00/sc de 50 kg para os atuais R$ 20,00/sc de 50 kg);
• em São Borja, 16,4% (de R$ 16,75/sc de 50 kg para os atuais R$ 19,50);
• em Cachoeira do Sul, 21% (de R$ 16,50/sc de 50 kg para os atuais R$ 20,00);
• em Uruguaiana e Alegrete, 18,2% (de R$ 16,50/sc de 50 kg para os atuais R$ 19,50);
• em Capivari (62% de inteiros), R$ 20,5% (de R$ 16,50/sc de 50 kg para os atuais R$ 19,50).

Nas principais praças catarinenses, há pequena quantidade de grão, que, estima-se, deve ser zerada entre meados de dezembro e janeiro.

Os preços atuais do produto em casca subiram um pouco na região Sul do Estado de Santa Catarina , para R$ 18,00/sc de 50 kg. No Vale do Itajaí e na região de Jaraguá do Sul e Massaranduba, permanecem em R$ 17,00/sc de 50 kg.

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