Americano diz que Mercosul perdeu chance de negociar no primeiro semestre
O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, promete para hoje novidade sobre o fechamento de exportações, em negociação há mais de dois meses.
O Mercosul perdeu a oportunidade de exportar arroz. A sentença do gerente de Comércio da The Rice Company, Luciano Scoccimaro, ontem, no 6º Congresso Brasileiro de Economia Orizícola, em Porto Alegre, chega no momento em que o bloco busca escoar excedentes. Este ano, o bloco colheu 14,9 milhões de toneladas para um consumo de 13,1 milhões de t, fator que está deprimindo preços. Este ano, só 560 mil t foram vendidas para fora do bloco. ‘O primeiro semestre do ano é o melhor período, porque ainda não foi colhida a safra americana’, justifica Scoccimaro.
Mesmo assim, o presidente da Federarroz, Valter José Pötter, promete para hoje novidade sobre o fechamento de exportações, em negociação há mais de dois meses. O presidente do Irga, Pery Coelho, também fez mistério. ‘As negociações estão adiantadas, mas o anúncio será amanhã (hoje)’, afirmou Pötter. Scoccimaro salientou que o produto brasileiro possui vantagens competitivas, como qualidade e logística, mas que é preciso exportar arroz a granel, que possui melhor aceitação no mercado internacional. Nesse caso, a falta de acordos fitossanitários seria um entrave.
A intenção dos gaúchos é seguir o Uruguai, que exportou 300 mil t desde janeiro. A indústria gaúcha calcula que o excedente do bloco em 2005, mantida a atual área, chegará a 2,4 milhões de t. O presidente do Sindarroz, Elio Coradini, defendeu incentivos tributários para ampliar o beneficiamento no estado. Segundo o dirigente, 20% da produção gaúcha é processada em outros estados, gerando perda de arrecadação. O evento termina hoje.


