Área de arroz atingirá 1,1 milhão ha em 2010/2011 no RS
Frente à baixa dos preços do arroz, verificada nos últimos 10 dias, que caiu de R$ 28,00 para R$ 26,50 por saco de 50 Kg, o diretor da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong, ressalta que a expectativa é de recuperação a partir de outubro, pela redução de oferta no mercado interno e de importação do Mercosul.
Depois do pesadelo da safra passada, quando as chuvas devastaram inúmeras lavouras de arroz no Rio Grande do Sul, os produtores recomeçam agora um novo ciclo com o plantio da safra 2010/2011. Os primeiros campos já foram semeados, especialmente na Fronteira-Oeste, e a expectativa é de aumentar em 70 mil hectares a área cultivada no período 2010/2011, chegando a 1,1 milhão de hectares.
Confirmado o fenômeno La Niña, a expectativa dos arrozeiros é de alcançar produtividade entre 6,5 quilos por hectare e 7,2 mil quilos por hectare. Segundo o presidente da Federarroz, Renato Rocha, os produtores estão com os reservatórios cheios, o que deve garantir a manutenção de área e de produtividade. As recentes chuvas registradas no Estado foram, em um primeiro momento, benéficas para o início do plantio, pois colaboraram para manter o solo úmido. A partir de agora, no entanto, o ideal seria que se estabelecesse um período de estiagem para que os produtores possam iniciar a semeadura.
Essas chuvas já começam a atrapalhar, especialmente para os que ainda não iniciaram o plantio, segundo ele. Sobre os produtores que tiveram parte da produção perdida, em função das chuvas intensas que marcaram o final do ano passado, Rocha disse que muitos ainda estão encaminhando os projetos para aderir aos recursos. A maioria dos prejudicados pelo clima está plantando com dinheiro emprestado de cooperativas, bancos ou com recursos próprios, segundo o dirigente da Federarroz.
Frente à baixa dos preços do arroz, verificada nos últimos 10 dias, que caiu de R$ 28,00 para R$ 26,50 por saco de 50 Kg, o diretor da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong, ressalta que a expectativa é de recuperação a partir de outubro, pela redução de oferta no mercado interno e de importação do Mercosul. Segundo ele, o que ocorreu recentemente foi o aumento da oferta com a entrada de muito arroz no mercado, pela necessidade de venda por parte dos produtores e também pela baixa na demanda.
Schardong lembra que o grande desafio para a safra que se inicia é enxugar os custos de produção. Segundo ele, essa deve ser a meta do produtor, pois, na safra passada, muitos tiveram que replantar por duas, três vezes e isso levou os custos para a estratosfera.
Rocha descartou a possibilidade de aumentar em 30 mil hectares a área cultivada com arroz no Estado, pois essa medida depende da conclusão das obras das barragens de Jaguari e Taquarembó, que, segundo o dirigente da Federarroz, não devem ser concluídas em tempo hábil para serem usadas nessa safra. É preciso ficar claro que as barragens só poderão ser usadas na safra que vem e serão para uso múltiplo, ou seja, para outras culturas irrigadas, além do arroz, segundo ele.