Arroz congelado pela crise política

Em meio às denúncias de corrupção, o governo federal não consegue atender as demandas dos arrozeiros.

Congelado pela crise política, o governo não hesitou nesta semana em continuar alimentando o mal-estar com os produtores rurais, principalmente com os arrozeiros do Sul do país.

A tremenda expectativa de ter as parcelas do custeio facilmente prorrogadas ganhou um banho de água fria com a notícia de que a prioridade se restringiria somente ao Centro-Oeste.

Nem a facção catarinense e gaúcha da poderosa bancada ruralista consegue reagir. Como se não bastasse o fato do Congresso estar dedicado à proliferação de CPIs, muitos parlamentares ligados ao setor nem mesmo estão em Brasília.

Sem votação em plenário ou nas comissões, o poder de barganha se esvai. Restam às lideranças, que brigam na capital federal, infinitas reuniões e a indiferença dos burocratas da área econômica. Pressionado, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, foi direto ao responder à insistência dos gaúchos:

– Até agora o Rio Grande do Sul foi o que mais recebeu ajuda do governo.

Mas quem aí já sentiu esse propalado socorro do lado de dentro da porteira? Em épocas de preparação para o plantio da safra de Verão, a grande questão agora é saber que tipo de lavoura será gerada pela crise.

O plantio vai refletir a demora de Brasília em atender reivindicações que atravessam o ano.

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