Arroz e feijão integram mostra tecnológica da Embrapa

A evolução do arroz de terras altas no Brasil, com ênfase no trabalho de melhoramento genético da cultura coordenado por instituições de pesquisa nacionais e Jos feijões especiais são os destaques do Centro Nacional de Pesquisas em Arroz e Feijão .

Embrapa Arroz e Feijão preparou dois temas para apresentá-los na mostra “Ciência para a Vida – 5ª Exposição de Tecnologia Agropecuária”, que se realizará na sede da Empresa (Brasília/DF) entre os dias 24 e 30 de abril.

O primeiro deles é a evolução do arroz de terras altas no Brasil, com ênfase no trabalho de melhoramento genético da cultura coordenado por instituições de pesquisa nacionais. Já os feijões especiais são o segundo assunto. Tratam-se de grãos diferenciados daqueles geralmente consumidos pelo brasileiro. Eles apresentam diversidade de cores e seus tamanhos são o dobro do feijão carioquinha.

A feira tecnológica, segundo os organizadores, “é uma importante ferramenta de comunicação para transmitir à sociedade a mensagem de que investir na investigação científica é a alternativa para o País enfrentar o desafio da inclusão social e da redistribuição de renda, a partir do aumento da produtividade e do consumo”.

De acordo com especialistas da Embrapa Arroz e Feijão, a evolução do cultivo de arroz no ecossistema de terras altas começou a ser intensificada por meio do trabalho de instituições de pesquisa que fazem o melhoramento genético da cultura. Uma das primeiras cultivares geradas nesse processo foi a Pérola, lançada em 1944 pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A Embrapa Arroz e Feijão, criada em 1974, veio somar esforços. À princípio, as atenções se voltaram para conferir ao arroz resistência à seca e às doenças. Entretanto, a partir dos anos 80, foi se firmando um novo padrão de qualidade de grão para o produto, contrário ao observado até o momento.

O arroz irrigado de grão longo-fino (agulhinha) caiu no gosto popular. Com isso, a pesquisa se empenhou em elevar também a qualidade do arroz de terras altas. Em 1992, surgiu a Caiapó, a primeira cultivar que se aproximava dessa exigência. Cinco anos depois, veio o ápice com a BRS Primavera, uma das melhores em qualidade de grãos e culinária. Hoje, ainda segundo os pesquisadores, o programa de melhoramento de arroz de terras altas segue o caminho de sucesso já trilhado.

Conforme os técnicos da Embrapa Arroz e Feijão, os feijões especiais são originários das regiões andinas da América Latina e abrangem cerca de 15 grupos comerciais. Como procedem de localidades de clima temperado, seus cultivos no Brasil são muitas vezes inviáveis. No intuito de identificar feijões especiais que melhor se adaptem às condições do País, a Embrapa Arroz e Feijão vem selecionando há cinco anos os tipos de grãos mais promissores. O trabalho se iniciou a partir de 200 amostras cedidas pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), com sede na Colômbia.

Atualmente, três linhagens se destacam. Uma com grão roxo graúdo (Dark Red Kidney), outra com grão rajado de fundo bege e listras vinho (Cranberry) e a última de grão branco. A perspectiva é que pelo menos duas delas sejam lançadas no próximo ano. O objetivo é dar mais alternativas de cultivo aos agricultores, pois, além de nichos de mercado que podem ser explorados no Brasil, esse tipo de produto, conforme os pesquisadores, tem mercado externo garantido, cujos principais consumidores são Europa e Ásia.

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