Arroz irrigado movimentou R$ 262 milhões em defensivos na safra 2025/26

 Arroz irrigado movimentou R$ 262 milhões em defensivos na safra 2025/26

Levantamento de consultoria apontou queda frente ao ciclo anterior, causada pela redução na área cultivada e nos custos de aplicação

Levantamento de consultoria apontou queda frente ao ciclo anterior, causada pela redução na área cultivada e nos custos de aplicação

A empresa de pesquisas para o agronegócio Kynetec Brasil divulgou o estudo FarmTrak Arroz Irrigado da safra 2025/26, levantamento que apontou queda de 2% no mercado de defensivos agrícolas para a cultura irrigada nas lavouras de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

O setor movimentou na recente safra US$ 262 milhões, ante US$ 267 milhões do período anterior. Segundo o especialista em pesquisas da consultoria, Gabriel Baracat Pedroso, o ligeiro recuo veio associado, principalmente, a reduções de 6% na área cultivada (1,146 milhão de hectares) e de 7% nos custos de aplicação.

De acordo com o executivo, a variação negativa nas transações só não foi mais representativa face ao progressivo aumento do número médio de tratamentos adotado pelos produtores.

“Eram 16 em 2023/2024 e subiram para 19 em 2025/26, alta de 10% ante 2024/25, compensando demais fatores desfavoráveis”, revela Pedroso.

O indicador de área potencial tratada – totaliza as aplicações de produtos realizadas na safra – cresceu 4%, para 21,967 milhões de hectares.

Conforme o especialista, dessecação de plantio, controle das doenças brusone e manchas foliares, além de lagartas, compreenderam os manejos que mais influenciaram no resultado do mercado de defensivos para arroz irrigado em 2025/26.

Aplicações contra manchas foliares alcançaram 1/3 da área cultivada, enquanto o emprego de lagarticidas cobriu 60% do total. Neste caso, o número médio de tratamentos saltou de 1,9 para 2,4 em apenas um ano, variação atribuída pelo FarmTrak, em parte, a dificuldades para o produtor manter a chamada ‘lâmina d´água’ em algumas regiões do país.

“Ano após ano, os desafios à produção se intensificam”, continua Pedroso. “Manejos se tornam mais complexos, robustos e onerosos ao agricultor, frente a pressões crescentes de pragas, doenças, plantas daninhas e da perda de eficácia de ativos químicos e biotecnologias”, ele explica.

“As margens do produtor estão apertadas, pois, concomitantemente, o preço da commodity passa pelos mais baixos valores desde 2020.”

Ranking de produtos

Por mais uma safra, os herbicidas aparecem no levantamento da Kynetec na primeira posição entre os defensivos mais demandados pelo produtor, ao corresponder a 65% do mercado ou US$ 170 milhões, comparados a US$ 175 milhões do período 2024-25. Os fungicidas vêm a seguir, com vendas de US$ 43 milhões ou 16%, ante US$ 46 milhões da temporada passada.

Inseticidas e produtos para tratamento de sementes ocupam a terceira e a quarta posições: US$ 19 milhões e US$ 15 milhões, com 7% e 6% do mercado, respectivamente, valores praticamente estáveis em relação a 2024-25. Outros produtos fecham o levantamento da Kynetec: 5% ou US$ 15 milhões.

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