Arroz: produtores do MT apostam na capacitação para combater a crise
Frente a uma situação não muito otimista, produtores rurais apostam na capacitação para superar uma das mais agudas crises já vividas pelo agronegócios..
Técnicas e conhecimento. É na procura dessas ferramentas que diversos produtores já confirmaram sua inscrição no 11º Seminário da Cultura do Arroz e Dia de Campo, que será realizado nos dias 23 e 24 de setembro. A procura dos produtores é por alternativas e mecanismos que possibilitem a continuidade da produção em meio a crise, obtendo bons rendimentos com as lavouras de arroz.
O evento que chega ao seu 11º ano é motivado pela APA/MT – Associação dos Produtores de Arroz do Estado de Mato Grosso, com o intuito de capacitar novos produtores e atualizar profissionais já ligados ao segmento.
Pecuaristas, técnicos agrícolas, consultores e profissionais ligados a área de administração de empresas já fazem parte do público da décima primeira edição do seminário, que já surpreende organizadores. Embora o Estado esteja atravessando uma das mais severas crises já vivenciadas pelo agronegócio, a procura por capacitação pelo produtor não foi intimidada.
Segundo a equipe organizadora, mais de 150 inscrições já haviam sido realizadas 15 dias antes do evento.
– Como podemos tomar por base dos últimos anos, a maioria dos produtores deixa para fazer sua inscrição na ultima hora, ou mesmo no início do evento. Com essa procura antecipada podemos prever uma presença maior de público do que nos outros anos – comenta a assessora da APA/MT, Zilmara Sobrinho.
Na lista de participantes do Seminário estão produtores de 12 municípios do Mato Grosso e de mais 4 Estados. A busca por alternativas que garantam maior rentabilidade a cultura foi o que motivou a família Misturini a participar do evento. Os irmãos Mariza, Luiz, Pedro e Vilson, produtores da cidade de Vera, acreditam que a troca de experiências e a atualização do agricultor com as novas tecnologias do mercado podem garantir uma condição mais rentável de trabalho, que se reflita diretamente nos lucros.
– Independente do que se for plantar é preciso ter certeza da rentabilidade. Para isso o produtor precisa buscar formas de reduzir custos, diminuir riscos e aumentar a produtividade. Outro fator que devemos levar em consideração são as perspectivas de mercado. É preciso saber se haverá comprador para o nosso produto e até onde podemos esperar por bons preços – revela Mariza, que junto com Pedro, Luiz e Vilson, abriu uma área de 700 hectares de terra, na cidade de Vera, há quase dois anos.
– Ainda temos mais um ano para plantar arroz nessa área e vamos buscar a forma mais rentável de fazer isso – completa.
O seminário também vai servir como porta de entrada para novos produtores. Com 170 hectares de arroz plantados na pequena cidade de Itaqui-RS, Walter Braga é um dos produtores que vão atravessar o Brasil para conhecer as potencialidades do arroz mato-grossense. Segundo ele, o seminário é uma oportunidade de conhecer o mercado, obter mais informações sobre a cultura e também interagir com produtores locais.
– A realidade da produção no Mato Grosso é muito diferente do que no Rio Grande do Sul. A minha ida a Sinop tem muito haver com a vontade de abrir lavouras no Mato Grosso. Mas para isso preciso conhecer como funciona a produção e como lidar com o arroz de sequeiro – comenta.
Para o presidente da APA/MT, Angelo Maronezzi, o momento econômico exige a realização desse seminário que também deve otimizar aqueles agricultores já desacreditados pelo momento da crise.
– O arroz foi um bom negócio e ainda é. Trata-se de um ano ruim para todos os segmentos e infelizmente para o arroz não foi diferente. É preciso agora que o produtor tenha fibra e retorne a produzir de forma cada vez mais consciente, buscando os melhores mecanismos para produzir e fazendo o diferencial da agricultura no Estado – argumenta.
– Com essas experiências e conhecimentos trazidos pelo seminário, os produtores tem muito mais ferramentas para produzir mais e melhor. O bom disso é que a cada ano, a cada evento, os produtores acrescentam um pouco mais em suas lavouras, usando técnicas, sementes, defensivos e equipamentos variados, especializando a sua produção. Isso é bom para o produtor e para todo o setor – completa.
Nove palestras e seis atividades no dia de campo fazem parte da programação do 11º Seminário.
Maiores informações pelo telefone 3531-7875 na APA/MT e
Inscrições nos sites: www.agronorte.com.br ou www.sonoticias.com.br/agronoticias


