Arroz vai saciar 2 milhões de famintos na Ásia

Agricultores e pescadores que sobreviveram ao maremoto, enfrentaram chuvas torrenciais no sudeste asiático. Arrozais podem matar a fome, diz a FAO.

O arroz é a salvação. Dois milhões de pessoas, ameaçadas de passar fome em curto ou longo prazo depois do maremoto que varreu o sudeste asiático, deverão contar com a colheita de arroz na região. Ao analisar a situação, ontem, a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) recomendou que os alimentos da ajuda emergencial sejam locais, para não perturbar a economia da região. “Há grandes quantidades de arroz disponíveis”, enfatizou a agência.

Os danos do maremoto se somam às chuvas torrenciais que ofuscaram as perspectivas das colheitas agrícolas nas regiões afetadas. “Estima-se que dois milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar de emergência nos 12 países sinistrados”, alertou a agência. “Os esforços de recuperação devem se centrar prioritariamente nos agricultores e pescadores destas regiões, para que possam retomar suas atividades o quanto antes possível e depender de seus próprios meios para se alimentar”.

Sobreviventes indonésios podem consumir sem problemas de consciência a ajuda alimentar emergencial enviada pela comunidade internacional, inclusive se for carne de porco, algo estritamente proibido pelo Islã em circunstâncias normais, anunciou o Conselho de Ulemás, a máxima autoridade religiosa na Indonésia, país com mais de 90% dos 210 milhões de habitantes de confissão muçulmana.

O Conselho informou ter publicado uma ‘fatua’ (decreto religioso) comprovando a idoneidade dos alimentos para a religião devido à situação de desespero dos sobreviventes da catástrofe. “Agora não temos capacidade de certificar que todos os alimentos procedentes da ajuda humanitária dos países estrangeiros são ‘halal’ (em acordo com as regras do Islã), por isso, até nova ordem, todos os alimentos distribuídos emergencialmente em Aceh passam a ser halal”, declarou Ma’aruf, presidente executivo do Conselho.

Os habitantes da província de Aceh, devastada pelo maremoto, são conhecidos por seu rígido cumprimento da religião muçulmana.

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