Arrozeiro pede amplo credenciamento de silos
Produtores querem que a Conab libere armazenamento para pessoas físicas.
A autorização, pela Conab, para que pessoas físicas possam credenciar seus silos e armazéns para estocar arroz é um dos pleitos dos orizicultores na caravana que reunirá produtores rurais de diversos segmentos e estados amanhã em Brasília.
– A capacidade hoje é para armazenagem de 500 mil toneladas, pois a Conab só credencia pessoa jurídica e a maioria dos arrozeiros não é – ressalta o presidente da Federarroz, Valter José Pötter.
– Com os contratos de opção, vamos precisar de espaço para mais de 1 milhãos de t.
Reunido sábado em Itaqui com produtores que começam a organizar, no município, a abertura da colheita do arroz da nova safra, entre fevereiro e março de 2006, o dirigente contabilizou 12 arrozeiros inscritos na caravana. A previsão é reunir na capital federal 250 produtores, que participarão de audiência com a bancada ruralista do Congresso.
– Iremos informá-los com detalhes de que pouco adiantou o Tratoraço. Precisamos reagir para pressionar o governo federal.
O presidente da Câmara Setorial Nacional do Arroz e vice-presidente da Farsul, Francisco Schardong, destacou que o principal foco da mobilização é impedir a votação da LDO no Parlamento ‘enquanto não sair a prorrogação das parcelas de custeio para todo o país’.
O alongamento das parcelas, observa P’tter, ‘ainda não saiu para ninguém’, mas nos bancos elas já estão vencendo.
‘Pretendemos reclamar a complementação de recursos do R$ 1 bilhão liberado pelo governo a todo setor. Só chegaram R$ 400 milhões até agora.
Para os arrozeiros, acrescenta, dos R$ 670 milhões prometidos, foram disponibilizados R$ 300 milhões.
– Isso é necessário para o governo poder dobrar os contratos de opção e regular o mercado, que está muito vendedor.’
Segundo ele, mais de 50% dos orizicultores ficaram inadimplentes quanto ao pagamento das parcelas vencidas em 15 e 20 de julho.
Os juros estão muito altos em relação à rentabilidade. Estamos revivendo uma situação parecida com a da ‘Era Collor’, que provocou uma quebradeira no setor’, disse, sem descartar novo tratoraço.


