Arrozeiro pede trégua em Brasília

Produtores negociam esta semana prorrogação de dívidas agrícolas e liberação de AGF ao arroz. Acordo anunciado pelo governador agradou orizicultores.

O setor orizícola ficou satisfeito quanto à trégua estabelecida entre o governo do Estado e os arrozeiros no que diz respeito à lei nº 12.427 que regula a entrada de produtos de origem vegetal do Mercosul. Contudo, os produtores ainda esperam que o governo federal se solidarize com a causa e não ingresse com Adin contra a nova lei.

Esta semana, diversas autoridades do setor irão a Brasília reforçar a legitimidade da medida e reivindicar apoio à comercialização. A força-tarefa conta com apoio de deputados e do presidente da Farsul, Carlos Sperotto, que estará reunido, hoje, com o ministro Roberto Rodrigues.

Segundo o presidente da Federarroz, Valter José P’tter, a 16ª Abertura da Colheita do Arroz terminou sem respostas quanto ao pedido de prorrogação das dívidas de custeio e quanto à liberação de AGF.

– Da nossa pauta atenderam metade – informou.

O presidente do Irga, Pery Coelho, acredita na aprovação do Orçamento para o acesso a AGF nos próximos dias.

– As notícias do comprometimento do Estado e o Orçamento trazem um alento aos produtores.

O superintendente do Mapa/RS, Francisco Signor, observou que um conjunto de medidas estão sendo avaliadas, como o alongamento das dívidas.

Os produtores de Itaqui também têm queixas. O arrozeiro Valdir Schmidt relata que a lavoura emprega tecnologia cara e o agricultor ‘não tem poder de barganha para negociar tarifas de energia elétrica ou custo de fertilizantes.’

O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, frisou:

– Existe desorganização dentro do sistema produtivo, pensamos sempre no preço final, mas não lembramos do valor do custo de produção, que definirá a comercialização.

Ainda ontem, as primeiras cinco operações de financiamento de EGF foram assinadas pelo Banco do Brasil. O convênio supera R$ 1 milhão.

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