Arrozeiros concentram ações para exportação

Exportação é uma das soluções para reduzir a pressão de oferta no mercado brasileiro.

Alternativa mais viável para escoar o excedente da produção arrozeira, as exportações atingiram 167 mil toneladas até julho com projeção de totalizar 300 mil toneladas até o final do ano, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga).

Para o presidente da entidade, Pery Coelho, existe mercado, mas há o entrave do preço, “ainda inferior ao nosso, embora baixo, pela valorização do real e queda do dólar. O que está aparecendo são mercados de quebrados na África e Caribe”.

A fim de coletar experiências bem sucedidas em mercado, o Irga vem promovendo encontros com especialistas em tradding.

– O arroz é o grão mais consumido no mundo e há mercado – garante Luciano Scoccimarro, da Ascot Commodities.

– O Brasil tem potencial para ser um dos mais importantes jogadores no mercado. No nivel dos EUA. É só questão de acomodar custos. Falta, crê, uma cultura exportadora.

Neste sentido, desde novembro, o Irga mantém um convênio com o Instituto de Estudos de Comércio e Negociações Internacionais (Icone), especializado em acordos internacionais, questões tarifárias e barreiras comerciais.

– Trabalhamos para colocar o arroz na agenda brasileira de negociações na OMC, UE e acordos bilaterais para que, daqui para a frente, esteja presente em todas as mesas de negociações que o Brasil participe – diz o presidente do Icone, Marcos Jank. Coelho avalia que o resultado virá em médio prazo.

– Compramos uma lauda no escritório de Genebra que coordenou o processo do algodão na OMC e entregamos ao governo, que está analisando – infoirmou o presidente do Irga.

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