Arrozeiros de luto e nariz de palhaço
Protesto levará centenas de arrozeiros gaúchos para a frente da sede do Governo do Rio Grande do Sul na próxima quinta-feira .
Centenas de arrozeiros gaúchos devem tomar a Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira 16, a partir das 13h30min. Eles estarão portando uma tarja preta e usando narizes de palhaço para protestar contra as importações descontroladas de arroz da Argentina e do Uruguai.
O protesto, denominado Arroz é vida, em alusão ao Ano Internacional do Arroz (2004), foi decidido no último sábado, em assembléia geral da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul. O presidente Valter José Pötter, que está em São Paulo negociando ações judiciais para proteger os produtores, afirmou que as novas ações dos arrozeiros prometem fazer muito barulho e serem mais efetivas.
É o cúmulo os produtores terem que abandonar lavouras centenárias, competitivas, com grande aporte tecnológico e que sustentam metade do mercado brasileiro para protestar em praça pública para que o Governo brasileiro tome providências contra a entrada desleal de produto subsidiado estrangeiro. Mas, infelizmente chegamos a este ponto, destacou Pötter. A Federarroz está de posse de documentos que comprovam isenções fiscais e subsídios para as cadeias produtivas do arroz da Argentina e do Uruguai, criadas depois do acordo do Mercosul.
O protesto gaúcho tem por objetivo impactar também a 27ª Reunião de Cúpula do Mercosul, que acontece em Ouro Preto, Minas Gerais. São esperadas manifestações também de outros setores que se sentem prejudicados pela imobilidade do Governo Federal com relação aos danos que as importações do Mercosul estão provocando no mercado e no segmento brasileiro de produção de arroz.
Uma comitiva formada por dirigentes rurais deve ser recebida pelo governador do Estado Germano Rigotto. A audiência é articulada pelo presidente da Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa, deputado Jerônimo Goergen (PP).


