Arrozeiros lançam mobilização para exportar
Seminário na Farsul reuniu mais de 150 produtores de 46 municípios gaúchos e aprovou a proposta de exportação. Arrozeiros vão reunir 200 mil sacos de arroz para uma primeira venda em 30 dias.
Mais de 150 produtores representando 46 municípios arrozeiros do Rio Grande do Sul estiveram reunidos hoje (21) no auditório da Farsul para o Seminário Comercialização e Exportação. No início da noite, após análise da situação do mercado e suas perspectivas pelo consultor Aldo Lobo, da palestra sobre o impacto da nova fórmula do PIS/Cofins apresentada pelo presidente do Sindarroz Hélio Coradin, e do Projeto Exportação pelo vice-presidente da Federarroz Valter Pötter e o diretor de Mercados da federação, Marco Aurélio Marques Tavares, foi aprovada a mobilização para exportar inicialmente 200 mil sacos de arroz.
“A decisão foi de grande importância para o setor, pois deixou de ser um projeto das entidades e passou a ser, oficialmente, uma decisão de grande representatividade dos produtores gaúchos”, explicou Marco Aurélio Marques Tavares.
O vice-presidente da Federarroz, Valter José Pötter, informou que existem propostas de compra do arroz gaúcho por importadores de outros países a preços melhores do que os praticados no mercado interno “A medida é importante para que os demais elos da cadeia produtiva saibam que temos outras opções de venda do arroz gaúcho e que estamos dispostos a enxugar o mercado e segurar o que puder a produção para garantir a rentabilidade da lavoura arrozeira”, assegurou Pötter.
Segundo ele, o Projeto Exportação é viável e encontra-se na fase final de detalhamento. Estão sendo acertados os últimos detalhes de logística.
Os arrozeiros tomaram a decisão de formar um grupo representativo das seis regiões produtoras do Rio Grande do Sul que servirá como referencial e organizador da oferta por região. Ainda esta semana será disponibilizado pela internet um roteiro a ser seguido pelos produtores que estão dispostos a integrar o projeto.
Federarroz, Irga e Farsul encerraram o encontro praticamente com a primeira carga fechada. Isso depende apenas da apresentação das amostras da e de fechar o volume posto no Porto de Rio Grande. Os produtores fecharam questão em torno da abertura de novos mercados e garantia de oferta a partir desta primeira negociação, mesmo sob pena de perder ou empatar recursos a título de investimento.
O importante, para eles, é retirar o excesso de oferta do mercado e garantir o ganho no produto restante que será comercializado no Brasil. Para o exterior, o arroz será vendido a granel, em casca e com rendimento de 58% de inteiros, pois o mercado internacional encontra-se desabastecido até a colheita dos Estados Unidos (no momento com menos de 600 mil toneladas em estoques) que acontecerá a partir de setembro. Daí a importância de concretizar as vendas externas até agosto.
Os arrozeiros também anunciaram que irão transportar o arroz preferencialmente por trem até os armazéns de Rio Grande pelo fato do frete ser mais acessível.


