Arrozeiros pedem agilidade na liberação do custeio

Entidades se reúnem com o Banco do Brasil para pedir agilização nos processos de liberação dos recursos do custeio de verão. Em muitos municípios gaúchos, nenhum contrato foi liberado ainda e há queixa de vinculação de parcelas da prorrogação ao novo custeio e excesso de exigências dos produtores.

O vice-presidente da Farsul, Francisco Lineu Schardong, participou nesta segunda-feira, juntamente com representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), de reunião na Superintendência do Banco do Brasil no estado, nessa segunda-feira. O encontro foi agendado pelo setor arrozeiro gaúcho para avaliar o desenvolvimento das operações de crédito para o arroz.

A expectativa, segundo Francisco Schardong, é de que até o final do mês sejam liberados R$ 400 milhões dos R$ 560 milhões anunciados para custeio do cereal no estado. Segundo os dirigentes do banco no Rio Grande do Sul, produtores que tomaram crédito na safra passada têm assegurado no mínimo o mesmo valor para formação da lavoura atual.

O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, confessa-se preocupado com a morosidade na liberação dos recursos. Segundo ele, o acesso ao crédito é cada vez mais restrito e difícil. Até a abertura de conta por algumas prefeituras estaria sendo exigido para a agilizar a liberação de custeio, segundo algumas lideranças dos setor.

– Cada vez mais o produtor tem menos recursos à sua disposição, paga mais juros, tem parte de seu capital confiscado, precisa atender exigências de reciprocidade e uma série de medidas restritivas – reclamou.

Num levantamento realizado pela Federarroz ficou evidenciado que em muitos municípios gaúchos nenhum financiamento foi liberado para a próxima safra. São os casos de Formigueiro, Cacequi e General Câmara. Dom Pedrito e Mostardas, que já deveriam estar com parte das lavouras plantadas, estão com apenas 10% dos pedidos de custeio liberados. Em Bagé, apenas três produtores já conseguiram dinheiro para plantar a safra de arroz. No ano passado, nesta mesma época, eram 55 arrozeiros.

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter