Arrozeiros propõem pacote de apoio
Lideranças esperam agenda com Roberto Rodrigues para pedir R$ 900 milhões para comercialização.
As vésperas do início da colheita da safra 2005/2006, os orizicultores gaúchos reivindicam R$ 900 milhões para comercialização de 2,4 milhões de toneladas. O setor tentará adiantar o assunto hoje por meio do governador Germano Rigotto, que tem audiência às 10h com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, para solicitar recursos para o combate à gripe aviária no RS. Mas, independentemente disso, as entidades se articulam para marcar audiência nos próximos dias. O pacote inclui a prorrogação das parcelas de custeio de março e abril, já alongadas em 2005. Os vencimentos passariam para entre julho e novembro, num total de R$ 75 milhões.
Segundo a Federarroz, entre os fatores de desequilíbrio estão o excedente da safra passada, o endividamento e a redução de crédito. Os estoques de passagem somariam 1,3 milhão de toneladas, 900 mil no RS, aponta o presidente da Federarroz, Valter José Pötter. No quadro traçado, há o agravante de concentração de oferta no Estado com o recuo de quase 50% na área no Centro-Oeste.
– Como Rio Grande do Sul e Mercosul terão safra normal, haverá concentração de oferta. O apoio terá de ser grande para que os preços não caiam – defendeu Pötter.
Serão solicitados R$ 500 milhões para enxugar 1,5 milhão de toneladas em EGF, o que representa quase o dobro do aplicado com o mecanismo na última safra.
O vice-presidente da Farsul, Francisco Schardong, explica que a elevação se deve à estimativa de que grande parte da safra, projetada em 6 milhões de t, terá de ser vendida no primeiro semestre, o que pode deprimir preço. O setor sugere ainda a liberação de R$ 200 milhões em AGF para compra de 500 mil toneladas pelo preço minímo, que sobe para R$ 22,00 a saca de 60 quilos a partir de 1º de março.
– Sem essas medidas, será difícil manter o equilíbrio – pondera Schardong. Contratos de opção para 400 mil toneladas também figuram entre os pleitos. Seriam precisos outro R$ 200 milhões para a operação deste volume, considerando o valor de R$ 27,00 a saca.
A novidade é o pedido de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), mecanismo que subvenciona operações entre produtores e indústrias de outros estados. P’tter acredita que, com a redução de produção no Centro-Oeste, os mercados do Norte e Nordeste terão de se abastecer no RS.


