Arrozeiros querem contratos públicos

Os produtores consideram que os contratos de opção privados vão balizar o mercado, mas ainda reivindicam recursos públicos para enxugar mais 500 mil toneladas no Rio Grande do Sul.

Mal o Governo Federal anunciou recursos e regularizou os contratos privados de opção para enxugar 1 milhão de toneladas de arroz do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as lideranças gaúchas já levantaram outra bandeira. Os produtores reafirmaram a necessidade do Governo Federal entrar com contratos públicos de opção para mais 500 mil toneladas.

“Os contratos privados já vão balizar o mercado em condições onde o prejuízo será bem menor. Mas, ainda é preciso liberar mais recursos e tirar mais arroz do mercado para alcançar o equilíbrio entre custo de produção e o preço de venda”, alerta Valter José Pötter, da Federarroz.

Para a federação de arrozeiros, porém, não adianta apenas o Governo Federal liberar recursos para mecanismos de comercialização e não tomar medidas com relação ao ingresso de arroz do Mercosul. “É preciso restringir o ingresso destes excedentes do Uruguai e da Argentina, pois se continuar entrando com recordes de importação o problema não será resolvido”, afirmou Pötter.

Na prática, o Governo Federal estaria apenas promovendo uma troca. Se entrar novamente um milhão de toneladas do Mercosul no mercado brasileiro em 2005, não seria demais afirmar que o Brasil criou contratos privados de opção para pagar o custo do ingresso deste produto no Brasil. As chances de serem liberados novos contratos de opção públicos, são bastante remotas. O Governo Federal alega não ter mais recursos.

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