Arrozeiros vão fechar todas as fronteiras

Arrozeiros decidem fechar todas as fronteiras do Rio Grande do Sul até que seja confirmada audiência com Lula
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Assembléias regionais realizadas pelo movimento independente de arrozeiros gaúchos desde a noite de ontem 10, decidiram endurecer a posição política adotada em busca de uma solução para a crise de preços e comercialização do arroz.

Os orizicultores decidiram fechar todas as fronteiras do Rio Grande do Sul com a Argentina e o Uruguai nas próximas horas, como forma de pressionar o governo brasileiro a receber as reivindicações dos produtores e sinalizar com alguma medida para amenizar a crise.

Dois são os pedidos básicos dos arrozeiros: fim das importações ou criação de salvaguardas ou sobretaxas, ou ainda, compensações diante do arroz do Mercosul; compra imediata pelo governo federal de 1,5 milhão de toneladas do cereal no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Mato Grosso, seja por AGFs ou contratos públicos de opção.

Hoje, além da BR 101, fechada por duas horas e meia por catarinenses e gaúchos na divisa dos dois estados, houve bloqueio na BR 116, em Barra do Ribeiro, no Porto Seco de Santana do Livramento, na fronteira com Rivera, no Uruguai, São Borja – divisa com Santo Tomé (Argentina) e foi mantido o bloqueio de Itaqui , divisa com Alvear (Argentina).

Novos bloqueios deverão ser levantados em Uruguaiana/Passo de Los Libres (Argentina), Jaguarão/Rio Branco (Uruguai), Quaraí/Artigas (Uruguai) e Chuí/Chuy (Uruguai). O único caso especial é o de Aceguá, na divisa com o Uruguai, onde uma liminar fez levantar o bloqueio dos arrozeiros da BR 153. A tendência é que seja levantada uma barreira na mesma rodovia em Bagé, uma passagem obrigatória a 40 quilômetros do porto seco de Aceguá.

Ainda existe a expectativa de que sejam levantadas barreiras em Santa Catarina, ao longo da BR 101 no Litoral Norte gaúcho, ao longo da BR 116, na Costa Doce gaúcha, e na BR 163, no Mato Grosso. No Rio Grande do Sul. Uma nova edição do protesto que levou produtores à Brasília, chamado “Caminhonaço” está sendo planejada para o caso do governo federal demorar ainda mais em tomar uma posição quanto à crise do arroz.

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