Banco vincula renegociação ao pagamento de setembro
presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, José Nardes, estima que no município o índice de devedores chegue a 90%.
De acordo com os produtores rurais de Mato Grosso, a prorrogação para março e abril do ano que vem das dívidas de custeio vencidas em junho, julho e agosto das culturas de soja, milho, arroz, sorgo e trigo não beneficiou os agricultores do Estado.
A principal queixa é contra o Banco do Brasil (BB), que segundo o segmento, está vinculando as renegociações ao pagamento da parcela de setembro. O presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, José Nardes, estima que no município o índice de devedores chegue a 90%.
Segundo o presidente da Famato, Homero Pereira, o BB divulgou que em janeiro a taxa de inadimplência dos produtores rurais em Mato Grosso era de 1%. Em maio subiu para cerca de 16%. Na primeira semana de outubro, já está em 30%, com perspectivas de fechar o ano em cerca de 50%. Ele diz ainda que cerca de 2 mil agricultores devem ser acionados na Justiça em função da falta de pagamento.
O superintendente do BB em Mato Grosso, Dan Conrado, informa que a exigência do pagamento da parcela de setembro para efetivação da renegociação dos três meses anteriores consta em instrução normativa do banco para todo o país.
Conrado não confirma os índices de inadimplência divulgados pelo presidente da Famato como sendo informações do BB. O superintendente apenas comenta que em regiões de Rondonópolis e Primavera do Leste a inadimplência é maior em função de problemas climáticos ocorridos nas regiões.


