Basf vai coibir uso ilegal do Sistema de Produção Clearfield Arroz
Lançado em 2003, o Sistema Clearfield Arroz foi desenvolvido pela BASF em parceria com o Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) e a Rice Tec.
Uma das empresas líderes na produção de defensivos agrícolas no Brasil, a BASF anunciou nesta quarta-feira (8 de fevereiro) um novo modelo de negócio para coibir o uso não-autorizado do Sistema de Produção Clearfield Arroz, com o objetivo de assegurar a sustentabilidade da cadeia arrozeira.
Lançado em 2003, o Sistema Clearfield Arroz foi desenvolvido pela BASF em parceria com o Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) e a Rice Tec. A tecnologia consiste da combinação das sementes certificadas Irga 422 CL e Tuno CL com o herbicida Only, além de um Programa de Monitoramento das lavouras. O sistema é altamente eficaz no controle do arroz vermelho e de outras plantas daninhas e vem, comprovadamente, aumentando a produtividade e qualidade dos grãos, garantindo um produto melhor para o consumidor.
Em entrevista coletiva, em Porto Alegre, o gerente de Marketing da BASF, Gustavo Portis, explicou que a empresa já se reuniu com os diversos segmentos do setor arrozeiro para informar e esclarecer como será a implementação deste novo modelo de negócio. Em parceria com a PriceWaterhouseCoopers, a BASF iniciará nesta colheita o monitoramento das cargas de arroz entregues aos engenhos.
A partir de amostras e posterior análise em laboratório, serão identificados os produtores que utilizaram sementes não-autorizadas e/ou herbicidas sem registro. Ao constatar o uso incorreto da tecnologia, a BASF cobrará do produtor indenização sobre o valor da saca do arroz.
Pagamento de indenização pelo uso não-autorizado da tecnologia
Caso o produtor tenha utilizado corretamente o Sistema Clearfield, ou seja, semente certificada, o herbicida Only e feito o Programa de Monitoramento, ele está isento de qualquer tipo de indenização para a BASF. Se o produtor utilizou semente não-certificada ou herbicida sem registro, ele pagará para a BASF 2,5% sobre o valor do arroz comercializado. Caso ele tenha utilizado semente não-certificada e herbicida não-registrado, o produtor deverá pagar indenização de 5%.
Pelo novo modelo de negócio, a BASF pretende atrair para o Sistema Clearfield os agricultores que vêm utilizando produtos não-registrados, demonstrando para eles que é melhor usar o sistema corretamente do que correr o risco de pagar indenizações a cada safra.
Além de proteger seus direitos de propriedade intelectual, a iniciativa tem como foco garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva a longo prazo. Portis explicou que o uso de produtos sem origem e certificação contribui para que o arroz vermelho desenvolva resistência ao herbicida Only e, conseqüentemente, comprometa a cultura do arroz no Rio Grande do Sul.
– Precisamos atuar agora para que não haja um retrocesso em toda a cadeia produtiva do arroz, perdendo-se os benefícios com o controle do arroz vermelho, e também para que a BASF continue investindo em novas tecnologias e pesquisa – destaca Portis.
Resultados das últimas duas safras comprovam a eficiência do sistema no controle do arroz vermelho. Setenta por cento (70%) dos produtores que utilizaram o sistema de maneira correta chegaram a um adicional superior a 1.000 (mil) quilos por hectare. Depois de processados nos engenhos, a presença de grãos inteiros foi de cerca de 60%. Já no primeiro ano de aplicação, o Sistema Clearfield gerou, em média, 20% de aumento na produtividade.


