Brasil bate recorde de exportação de arroz

Com o recorde de agosto (78 mil toneladas), bateu o recorde no ano civil, chegando a 245,5 mil toneladas de arroz (base casca) embarcadas para o exterior. Dois novos embarques estão programados para setembro.

O Brasil praticamente alcançou sua meta de exportação de arroz no ano civil de 2005 até agosto. Levantamento realizado pela Equipe de Política Setorial, ligada ao Departamento Comercial e Industrial do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), com base nos dados divulgados pela Secex, confirmaram que o país atingiu na virada do mês a exportação de 245,5 mil toneladas (base casca). A meta estipulada pelas indústrias e entidades gaúchas é de 250 mil toneladas (base casca). Em agosto, o Brasil bateu o seu recorde de exportação em um mês nos últimos 20 anos. Foram exportadas 78,062 mil toneladas de arroz (base casca) quebrado, parboilizado, esbramado e polido.

O Senegal continua sendo o principal importador brasileiro. Só em agosto adquiriu mais 74,4 mil toneladas (base casca) e está beirando as 180 mil toneladas no ano (73% do total contabilizado até agosto). No mês, o segundo maior importador foi Trinidad e Tobago, com 1,5 mil toneladas de aroz esbramado e parboilizado. A Gâmbia importou 740,8 toneladas de quebrados, o Chile 441 mil toneladas de quebrado e a Argentina 358,6 toneladas de parboilizado e quebrado. O aumento da demanda por arroz quebrado já refletiu nos preços. Nesta quarta-feira, uma importante indústria da Depressão Central gaúcha fechou a venda de algumas cargas de canjicão por R$ 24,50 (7 dias).

SETEMBRO

Para setembro, pelo menos mais 24,5 mil toneladas de arroz quebrado (base casca) deverá deixar o Porto de Rio Grande (RS). O navio Olga está atracado em Rio Grande recebendo um carregamento para Dakar, no Senegal. O mercado do parboilizado agitou-se esta semana com a informação de que um carregamento significativo de parboilizado está sendo fechado para um terceiro país africano. Segundo fontes do site Planeta Arroz, também está sendo aguardada a confirmação de um embarque de arroz Cirad para a África, em concorrência com o quebrado do Sul. Volumes não foram revelados.

O analista de mercado Camilo Feliciano de Oliveira, do Irga, considera que mantida a média dos embarques até o final do ano está garantida a exportação de 350 mil toneladas de arroz (base casca), um volume muito significativo e que deverá auxiliar para reduzir o estoque de passagem do país. Segundo ele, as 300 mil toneladas poderão ser confirmadas até outubro, mas alguns fatores ainda podem interferir nas negociações.

– O importante é que o Brasil está buscando o mercado externo, encontrou nichos importantes e está conseguindo consolidar sua posição de exportador. Isso, mesmo que de uma forma ainda não tão significativa aparente, ajuda a reduzir a pressão no mercado interno e traz uma boa notícia para o mercado.

Camilo Oliveira acredita que com a experiência que está conquistando e o ganho de credibilidade no mercado internacional, o Brasil poderá consolidar novos e importantes negócios para o futuro. Lamentou, no entanto, que o câmbio não esteja tão favorável ao Brasil.

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