Brasil pode exportar 300 mil toneladas em 2005
Compradores deverão ser da América Latina, África ou Oriente Médio. Este ano, produtores gaúchos receberam oferta de compra de 200 mil toneladas, mas não tinham o produto e as cotações não foram tão atraentes.
Depois dos produtores do sul do país terem acertado o primeiro embarque, depois de 27 anos, de 25 mil toneladas de arroz para o exterior, os analistas de mercado ligados ao Governo Federal passaram a estimar cenários ainda mais promissores para o setor, apesar da diminuição do preço da saca do grão, em relação ao ano passado. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as exportações de arroz podem chegar a 300 mil toneladas na próxima safra.
Nos últimos três anos, a produção mundial de arroz tem ficado menor que o consumo, reduzindo com isso os estoques de passagem. Isso mostra que existe espaço no mercado internacional para ser ocupado pelo Brasil, explicou o analista de mercado de arroz da Conab, Paulo Morcelli.
De acordo com Morcelli, se o Brasil vier a exportar 100 mil toneladas do grão, neste ano, será possível iniciar, nos próximos meses, um movimento de ampliação das vendas de arroz brasileiro no mercado internacional.
Claro que não seremos grandes exportadores, porque o arroz produzido no Brasil ainda visa a atender mais o mercado interno. Mas esse cenário já é uma boa sinalização para equilibrar os números do setor, caso ocorram problemas, como quedas de preço disse.
Os principais compradores devem ser países da América Latina, África ou Oriente Médio. Na atual safra, o setor produtivo de arroz já registrou a maior produção da história: 12,7 milhões de toneladas, 22% maior que a safra 2002/2003 de arroz. O Rio Grande do Sul concentra 49% da produção nacional do grão, com um volume de aproximadamente 6,3 milhões de toneladas. Santa Catarina é segundo maior produtor, seguido por Mato Grosso.


