Cachoeira do Sul (RS) amplia luta pela equalização do ICMS

Produtores, empresários e políticos têm a missão de convencer o Governo do Estado do Rio Grande do Sul a reduzir a alíquota de ICMS sobre o arroz.

A mobilização liderada pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (Cacisc) para equalização do ICMS do arroz entre os estados brasileiros deu mais um passo na sexta-feira. Em reunião do Cacisc ao Meio-dia, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP) se comprometeu a ajudar na luta e sugeriu a definição de estratégias concentradas. “Eu aceito o desafio de trabalhar pela redução do ICMS. Este problema não é só de Cachoeira do Sul, mas sim de todo o estado, especialmente a metade sul. Para garantir resultados é fundamental que a cadeia produtiva esteja unida”, frisou Heinze.

Segundo o presidente da Cacisc, Franco Pudler, cerca de 130 produtores rurais, empresários e lideranças políticas participaram do almoço e palestra do deputado. “Nossa mobilização está ganhando força. A orientação de colocar toda a cadeia produtiva em sintonia é o principal desafio”, destacou Pudler, lembrando que no próximo dia 3 de setembro o palestrante será o ex-governador Germano Rigotto. O ex-governador também falará sobre as alternativas para redução da alíquota de ICMS sobre o arroz, que hoje é de 12% no Rio Grande do Sul, enquanto que outros estados oferecem isenção ou trabalham com taxa de 7% de imposto sobre o arroz.

EVASÃO

A elevada carga tributária do arroz no Rio Grande do Sul é apontada como responsável pelo fechamento de dezenas de engenhos em todo o estado. “Até o início da década de 90, Cachoeira do Sul tinha 20 engenhos em funcionamento. Hoje temos três empresas e uma cooperativa”, lembrou Franco Pudler.

O empresário Gustavo Trevisan, que participa da diretoria do Sindarroz, destacou que em 1995, cerca de 17% do arroz gaúcho era levado para outros estados para ser beneficiado e comercializado. Em 2006, esse número chegou a 35%. O deputado Heinze observou que a maneira mais rápida de gerar emprego é investindo na agricultura. “Cerca de 40% da força de trabalho do Brasil está diretamente relacionada ao agronegócio”, argumentou Heinze. Em Cachoeira do Sul, a estimativa é de que quase 50% da produção de arroz seja levada in natura para outras regiões, gerando empregos e agregando riquezas em cidades ou estados vizinhos.

IMPORTANTE

Nos últimos 12 anos, a lavoura de arroz registrou prejuízo em sete safras, acumulando perdas de aproximadamente R$ 5,4 bilhões para o setor agrícola. “Sem uma política séria para subsidiar a agricultura, o Governo Federal está usando a classe média, principalmente os produtores rurais, para bancar a comida barata na mesa das famílias mais carentes. As grandes empresas e bancos estão muito bem, enquanto nós pagamos a conta”, analisa Heinze.

ATENÇÃO

Além de combater a elevada carga tributária do Rio Grande do Sul, o deputado Luis Carlos Heinze disse que a mobilização dos cachoeirenses deve trabalhar o aumento médio de consumo de arroz. “Temos que ter esperanças, pois acredito que seja possível reverter esse quadro”, frisou Heinze. O deputado lembrou ainda que a redução nos custos de insumos, principalmente o óleo diesel, é uma de suas bandeiras.

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