Caldeirão do Mercosul serve 15 mil refeições no centro de Porto Alegre

A montagem da panela será feita nesta noite, precisando de 4 horas para que comece a ser aquecida. Por volta das 7 horas da manhã, começará a receber os ingredientes do almoço que será servido a partir das 12 horas.

A partir das 20h desta quarta-feira 26 o Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, terá sua rotina modificada. Começa a ser montada a panela que irá preparar 15 mil refeições que serão distribuídas durante o Caldeirão do Mercosul, que é o protesto das cadeias produtivas do arroz, alho, cebola, carne, milho, trigo e vinho, durante o almoço de amanhã (27).

A montagem da panela será feita nesta noite, precisando de 4 horas para que comece a ser aquecida. Por volta das 7 horas da manhã, começará a receber os ingredientes do almoço que será servido a partir das 12 horas. Os ingredientes seguem proporções bastante incomuns. São 1,3 mil quilos de arroz, 1.000 kg de charque, 200 kg de cebola e 50 kg de alho, além de tomates e tempero verde. Para montar a estrutura serão envolvidas mais de 200 pessoas, incluindo os cozinheiros, auxiliares e seguranças que durante a noite acompanham os preparativos.

A logística é bastante complicada. Serão montadas no entorno da grande panela seis ilhas que atenderão a população, servindo o carreteiro, suco e o pão, que simbolizam os produtos que vêm sendo sacrificados no mercado nacional em função da concorrência desleal que vigora hoje no Mercosul.

Será montado local reservado com palco para manifestações das entidades promotoras e apoiadoras do ato. O Presidente Lula, que foi convidado para comer no Caldeirão do Mercosul, não comparecerá ao evento e recebe as entidades promotoras no Aeroporto Salgado Filho, às 14 horas.

SITUAÇÃO

Os produtores de arroz estão preocupados com a situação comercial que enfrentam hoje em função da concorrência desleal entre os países do Mercosul. No Uruguai e na Argentina o arroz é 40% mais barato do que no Brasil.

Segundo o Presidente da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong, que também coordena o Caldeirão do Mercosul, na cadeia produtiva do arroz incidem 74 tributos, entre a produção e consumo, em função do custo Brasil. Ele disse ainda que “O Brasil é autosuficiente em arroz e que nos próximos 2 anos terá excedentes para exportação”.

Com o protesto, os produtores pedem salvaguardas para a produção nacional de arroz. Eles pedem medidas de apoio à comercialização como definição de cotas e compensações tributárias e financeiras.

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