Câmara Setorial gaúcha prepara documento ao governador
Reunião da cadeia produtiva de arroz do Rio Grande do Sul estima prejuízos de R$ 1 bilhão ao estado desde agosto do ano passado. Documento será entregue ao governador Germano Rigotto alertando para o impacto econômico e social que a crise no setor representará ao Rio Grande do Sul.
O prejuízo acumulado pela cadeia produtiva do arroz, municípios e o Estado do Rio Grande do Sul pela crise que o setor enfrenta desde o ano passado já chega a R$ 1 bilhão. A estimativa foi anunciada no final da tarde de hoje pela Câmara Setorial do Arroz do Rio Grande do Sul, que passou a tarde inteira reunida na Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.
O setor concluiu que este prejuízo pode dobrar até o meio do ano se não forem adotadas medidas importantes para reduzir a oferta de arroz no mercado brasileiro, como o estabelecimento de salvaguardas contra o produto importado do Mercosul e terceiros países, liberação de recursos para mecanismos de comercialização e incentivos para a exportação.
Um documento está sendo elaborado pelo setor para que o secretário da Agricultura, Odacir Klein, entregue ao governador Germano Rigotto, relatando o impacto social e econômico da crise arrozeira para os 83 municípios produtores e o Estado gaúcho. A situação é crítica e o governador tem conhecimento. Com este documento o setor pretende torna-lo o nosso porta-voz na busca de uma fiscalização mais rigorosa contra o arroz do Mercosul na fronteira e, também, de recursos e medidas mais rápidas e eficientes do Governo Federal, frisou o vice-presidente da Farsul, Francisco Schardong. O documento será entregue ao governador na próxima semana.
A Câmara Setorial do Arroz do Rio Grande do Sul também aprovou um documento do Instituto Rio-grandense do Arroz que apresenta um estudo técnico comprovando que a quebra técnica do arroz armazenado representa cerca de 2%. Este documento será levado à reunião da Câmara Setorial Nacional do Arroz, na próxima sexta-feira 15, em Brasília, para a discussão do quadro de suprimentos do mercado brasileiro. É um dado importante, pois pode representar até 500 mil toneladas no estoque de passagem, explica Schardong.


