Cenários indicam aquecimento para o mercado do arroz
Cenário favorável ao aquecimento do mercado e recuperação, mesmo que lenta, dos preços. Entidades arrozeiras pedem para o produtor não vender
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A quarta-feira encerrou com um cenário favorável para o aquecimento do mercado de arroz. A grande procura de arroz no Rio Grande do Sul por empresas do Sudeste, do Centro-Oeste e até do Nordeste, aliada à falta de competitividade e matéria prima principalmente do Mato Grosso e o cenário de alta do dólar registrado nesta quarta-feira que favorece a exportação e compromete a importação são fatores que afetam diretamente ao mercado do arroz.
A retração dos produtores gaúchos que não estão ofertando o produto também está sendo fundamental para o mercado. Com mais de 53% da produção brasileira, os gaúchos fazem a diferença no mercado. As cotações nominais estão na faixa de R$ 16,50 a R$ 17,00 para o saco de 50 quilos de arroz com 58% de grãos inteiros. Mesmo assim, a indústria não está conseguindo comprar produto por este preço. Os produtores estão exigindo de R$ 18,00 a R$ 19,00 pelo saco de arroz.
As entidades de produtores recomendam que segurem ao máximo a comercialização como forma de forçar uma recuperação ainda maior nos preços. Pedem para os produtores venderem volumes pequenos pelo preço mais próximo possível do mínimo (R$ 22,00 o saco de 50 quilos de arroz com 58% de grãos inteiros) e, antes disso, busquem os mecanismos de comercialização disponíveis como AGFs ou leilões da Conab.
O mercado comprador ainda não assimilou completamente a alta e o clima na cadeia produtiva gaúcha é de expectativa para ver como o mercado se comporta nos próximos dias. Hoje alguns supermercadistas foram às compras e aceitaram, mesmo que timidamente, os preços de tabela das indústrias gaúchas. O fardo de 30 quilos do arroz tipo 1 está cotado, em média, a R$ 28,00 posto em São Paulo.
EXPORTAÇÃO
Outra notícia favorável para o mercado brasileiro foi a confirmação de mais dois embarques de arroz beneficiado para Cuba previstos para o mês de junho. Seriam mais 25 mil toneladas de produto. Os grupos envolvidos na exportação de arroz gaúcho estão preocupados é com a falta de oferta de canjicão. A boa safra gaúcha reduziu o volume de matéria prima disponível, em relação ao ano passado. Por prevenção, algumas empresas já formaram estoques junto ao Porto de Rio Grande para garantir os embarques. Com o dólar acima da casa de R$ 2,30, os analistas prevêm uma exportação igual ou superior ao ano passado, ou seja, em torno de 400 mil toneladas de arroz brasileiro – base casca.


