Conab avisa que manterá intervenção

Governo Federal confirmou PROP e AGFs para o arroz do Mato Grosso.

A política de intervenção do governo Federal, por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF), visando o equilíbrio dos preços no mercado livre, será mantida este ano para o arroz e o milho mato-grossenses.

Para o arroz, de acordo com gerente de Alimentos Básicos e o analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Paulo Morceli, há indicação de enxugamento, a princípio, de 50 mil toneladas, por meio da AGF.

Morceli explica que para a realização de AGF, orçado em R$ 17 milhões, “é necessária a liberação do Orçamento Geral da União (OGU) deste ano. Dependemos disso”, aponta.

– Além desse instrumento, o governo está lançando o contrato de opção privado, para produtores e indústrias – informa o superintendente regional da companhia, Ovídio Miranda.

Para o milho, a Conab está desenvolvendo estudos visando diagnosticar a necessidade de intervenção do governo Federal no Estado. “Tão logo o levantamento esteja concluído, o documento será encaminhado ao Ministério da Agricultura e Conab para alocação dos recursos.

No ano passado, a Conab aplicou R$ 51,65 milhões na compra do arroz, via AGF, totalizando uma aquisição de 203,61 mil toneladas (t). Com o milho, o governo gastou R$ 61,48 milhões, num montante de 335 mil/t.

REAÇÃO

Na avaliação de Ovídio Miranda, a intervenção do governo provocou reação no mercado.

– Quando começamos a comprar, o preço médio adotado no Estado, estava em R$ 8 para saca de 60 quilos (kg). No decorrer das operações, a saca do milho chegou a ser cotada no mercado por até R$ 10, assegurando melhor remuneração para o produtor – explica.

Os preços pagos pela Conab acompanharam a tabela dos preços mínimo, R$ 11 por saca.

No caso do arroz, também houve uma recuperação nos preços de mercado, “mas não o suficiente para resolver o problema do setor produtivo, uma vez que, em função da grande oferta do produto se necessitaria de um enxugamento maior, o que não foi possível devido à questão orçamentária e de problemas técnico-operacionais”, aponta Miranda.

O superintendente da Conab lembrou que o governo vem procurando colocar dinheiro no mercado sistematicamente para a compra de grãos no Estado.

– O mercado que estiver com dificuldades é atendido imediatamente pela Companhia, que aloca recursos necessários para sustentar preços para o produtor – ressalta.

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