Cultura do arroz avança no Rio Grande do Sul
Com 60,15% das lavouras no estágio vegetativo, o Instituto prevê que a colheita deve instensificar-se na segunda quinzena de março.
O acompanhamento semanal do ciclo da cultura do arroz irrigado no Rio Grande do Sul divulgado pelo Irga aponta que, em todas as regiões do Estado, o arroz já ultrapassou a fase de germinação e emergência. Com 60,15% das lavouras no estágio vegetativo, o Instituto prevê que a colheita deve instensificar-se na segunda quinzena de março. No Estado, 39,71% das lavouras encontram-se no estágio reprodutivo (floração) e 0,14% na maturação A Fronteira Oeste apresenta a etapa mais avançada, com 53,01% das lavouras iniciando estágio reprodutivo, e 46,99% ainda na fase vegetativa.
Em contrapartida a Planície Costeira Externa, que abrange os municípios de São José do Norte a Torres, permanece com 91,78% no vegetativo e apenas 8% na fase reprodutiva. As demais regiões apresentam o seguinte quadro: Zona Sul – vegetativo 50,93% e reprodutivo 49,07%; Planície Costeira Interna vegetativo 68,51%, reprodutivo 31,33% e maturação 0,16%; Depressão Central vegetativo 62,78%, reprodutivo 36,63% e maturação 0,59%; Campanha vegetativo 59,47% e reprodutivo 40,53%.
O estágio vegetativo caracteriza-se pelo desenvolvimento e perfilhamento da planta, até atingir a diferenciação do primórdio floral. Já no estágio reprodutivo ocorre a floração seguida da maturação, que apresenta o enchimento dos grãos e a preparação para a colheita.
Chuvas
O levantamento do Departamento Técnico do Irga aponta que a ocorrência de chuvas nos últimos dias foi irregular, concentrando-se principalmente no leste do Estado. Em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, choveu 38mm nesta semana (15 a 19 de janeiro). A principal dificuldade na região foram as obras realizadas pela concessionária de fornecimento elétrico, que ocasionou interrupções de energia e queima de alguns equipamentos da lavoura. São Borja, Itaqui e Alegrete tiveram poucas chuvas neste período.
Na região da Campanha as maiores chuvas aconteceram em Bagé, totalizando 14,5mm na semana. Apesar das precipitações, o Rio Santa Maria ainda não recuperou seu nível normal.
A Depressão Central teve chuvas na média de 10 a 15mm no período, sendo que Santa Maria atingiu 22,2mm. A Planície Costeira Externa apresentou chuvas acima de 50mm, recuperando boa parte dos mananciais. Na Planície Costeira Interna, houve média de 25 a 30mm de precipitações, com áreas acima de 100mm.
Em Pelotas, na Zona Sul, a pluviosidade chegou a 43,7mm. Apesar da má distribuição, as chuvas amenizaram o déficit hídrico que o Estado enfrentava desde dezembro de 2005.
Preços
O desaquecimento das vendas no varejo resultou em poucos negócios no Rio Grande do Sul. Nesta semana, a comercialização do arroz em casca obteve preços médios superiores a 21 reais, com pico na Planície Costeira Externa de R$ 23,25 o saco de 50kg, tipo 1, acima de 58% de inteiros. Já o arroz beneficiado acompanhou a mesma tendência do mercado, sofrendo uma pequena redução de 1,3%, comercializado em média a R$ 29,14 o fardo de 30kg, tipo 1, com ICMS de 7 %.
Índice Arroz Esalq/BM&F
Desde o inicio do ano a Bolsa de Mercadorias & Futuros do Brasil, em conjunto com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz de São Paulo, incluiu o arroz nos seus índices de indicadores agropecuários. O índice, que serve de referencia para a negociação do cereal em todo o país, acompanha os preços exclusivamente no Rio Grande do Sul. A pesquisa traz o valor do arroz em casa, tipo 1, 58% de inteiros, e livre de impostos. Nesta semana, entre os dias 16 e 19 de janeiro, a média de preços no mercado à vista, apontados pelo indicador, alcançou valor de R$ 21,11 o saco de 50kg.
A Bolsa realiza esta pesquisa diariamente com diversos segmentos da cadeia produtiva do arroz e divulga o resultado no site da BM&F. Este é o primeiro passo para a criação de um mercado regular em bolsa de futuros para o arroz.


