Depressão Central do RS quer exportar arroz
A reunião serviu para que o presidente Valter José Pötter fizesse uma abordagem sobre os principais temas que estão sendo tratados no momento pela Federarroz.
As lideranças arrozeiras da Depressão Central, região bem no centro do estado do Rio Grande do Sul, hipotecaram nesta quarta-feira 9 o seu apoio ao projeto de exportação que está sendo elaborado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). Cerca de 50 arrozeiros participaram da assembléia geral da Federarroz no Sindicato Rural de Cachoeira do Sul representando os municípios de Formigueiro, São Sepé, Restinga Seca, Agudo, Santa Maria, Arroio Grande, Jaguarão e Dona Francisca.
A reunião serviu para que o presidente Valter José Pötter fizesse uma abordagem sobre os principais temas que estão sendo tratados no momento pela Federarroz, como a Abertura Oficial da Colheita do Arroz, o Projeto Exportação, a petição administrativa que exige a adoção de salvaguardas contra o ingresso de arroz do Mercosul e terceiros países e, ainda, para uma rápida análise das perdas provocadas pela estiagem na lavoura de arroz da Depressão Central.
O ponto relevante da reunião foi a aprovação por unanimidade dos dirigentes arrozeiros ao Projeto Exportação. Ao final da reunião o presidente da Cooperativa Agrícola Cachoeirense Ltda (Coriscal), Sérgio Castagnino, informou que a empresa pretende participar com 100 mil sacos de arroz de alta qualidade. Castagnino explicou, contudo, que no próximo dia 21 a Federação das Cooperativas Arrozeiras (Fearroz) irá discutir o tema e confirmar sua participação neste processo.
– Precisamos eqüalizar a situação do mercado. Estamos saindo de um ano muito difícil também para a indústria e não pretendemos entrar em outro. E a exportação é uma saída importante, destacou Castagnino.
Os arrozeiros também confirmaram apoio ao pedido de salvaguardas e assumiram o compromisso de participar efetivamente da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, de 24 a 27 de fevereiro, em Dom Pedrito. A idéia é transformar o evento numa gigantesca mobilização político-setorial para sensibilizar o Governo Federal a liberar recursos para mecanismos de comercialização e também para facilitar as exportações.
Numa avaliação final, os produtores consideraram que a estiagem já está provocando quebra na lavoura de arroz, mas concluíram ser impossível mensurá-la neste momento. “Até o final de fevereiro, certamente, será possível ter uma idéia mais precisa. Por enquanto é muito precoce falar neste assunto”, disse Valter José Pötter. Os arrozeiros acreditam que as maiores perdas estão concentradas naqueles produtores que arriscaram o plantio em áreas onde não havia abastecimento garantido de água para a irrigação.
O evento foi prestigiado pela rainha da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, Carolina Gonçalves, que fez o convite oficial para participação do evento ao presidente da Feira Nacional do Arroz (Fenarroz) Érico Razzera.


