Estado firma termo de cooperação com Agência Nacional de Águas
A governadora Yeda Crusius disse que a racionalização dos recursos hídricos é uma das preocupações de seu governo e que votou na Câmara dos Deputados, juntamente com o presidente da Ana, José Machado, pela aprovação da Lei Nacional das Águas.
O governo do Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), firmou, nesta quarta-feira (31), termo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Águas (Ana), visando ao uso racional para conservação de águas no Rio Grande do Sul. A governadora Yeda Crusius disse que a racionalização dos recursos hídricos é uma das preocupações de seu governo e que votou na Câmara dos Deputados, juntamente com o presidente da Ana, José Machado, pela aprovação da Lei Nacional das Águas.
Machado explicou que a organização colocará à disposição dos produtores gaúchos recursos técnicos e institucionais na produção de cursos de capacitação e estudos para implementação de tecnologias e processos de racionalização da água na atividade arrozeira. Além disso, o objetivo do termo de cooperação também é ensinar práticas de reciclagem e reuso da água na orizicultura.
Rio dos Sinos
O presidente do Irga, Maurício Fischer, afirmou que o termo abre possibilidades para projetos específicos, como a adequação das lavouras no Vale do Rio dos Sinos. Haverá uma adaptação na área, de acordo com as leis ambientais, com armazenagem e reutilização da água, e modernização das máquinas de bombeamento, para não afetar o abastecimento em épocas de seca.
Para alcançar essas metas, o acordo estabelece a criação de um grupo de trabalho com representantes da Agência e do Irga. O grupo será o responsável por implementar e acompanhar as ações previstas.
Entretanto, os arrozeiros gaúchos já dão exemplo. Há alguns anos, eles utilizavam 17 mil metros cúbicos de água para produzir três mil quilos por hectare de arroz. Na safra passada, os produtores mais eficientes conseguiram ganhos de oito mil quilos por hectare, com oito mil metros cúbicos de água, ressalvou Fischer.
O Estado responde pela metade do arroz produzido no país. Soma-se a isso o fato de o Rio Grande do Sul enfrentar períodos de estiagem durante o verão, o que costuma afetar a produção de arroz. Também participaram os secretários do Meio Ambiente, Vera Callegaro, da Agricultura e Abastecimento, João Carlos Machado, e da Irrigação, Rogério Porto.


