Excedente de arroz em Mato Grosso é de 3 milhões de toneladas

Excesso de produto é um dos fatores que afeta a comercialização.

Se os preços do arroz nos supermercados nunca estiveram tão baixos como agora, é porque existe excesso de produto no mercado. A estimativa é de que as sobras estejam na casa de três milhões de toneladas (t). O Brasil produziu este ano 13,3 milhões/t e, com as sobras do ano passado (2,5 milhões/t), o estoque chega a 15,8 milhões/t, para um consumo estimado de 12,8 milhões/t.

Devido a esta grande quantidade de estoque, os preços do arroz chegaram a patamares jamais vistos nos últimos anos. “Até mesmo os produtores da região Sul sofreram a queda acentuada dos preços”, disse o corretor Cláudio José Sônego, da Única Corretora, em Cuiabá. Segundo ele, há uma super oferta de arroz no Brasil que coloca o produtor em xeque.

– Ao mesmo tempo que os produtores percebem que este não é o momento adequado para vender a produção, eles são obrigados a comercializar porque têm compromissos e o novo período de plantio está próximo.

Na avaliação do corretor, não existe perspectiva de aumento de preços do arroz em casca e, com isso, os preços para o consumidor tendem a se manter ou até mesmo baixar nos próximos meses.

O preço do arroz em casca tem se mantido nos últimos dias sem alteração. A variedade Primavera (arroz longo fino) está sendo comercializada a R$ 20/saca de 60 Kg, em Cuiabá, R$ 17,50/saca, em Sinop. Já a variedade Cirad, classificada como longo, tem sua cotação oscilando de R$ 12 (Sinop) e R$ 14 (Cuiabá).

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