Exportação para afastar a crise
Mercado externo é alternativa para o excedente de arroz .
A exportação é uma das alternativas para retirar o excedente da produção de arroz do país, o que pode favorecer para aumentar o preço da saca do cereal no mercado interno, hoje cerca de R$ 16,00. O administrador Camilo de Oliveira, da equipe de política setorial do Irga, salienta que o mercado internacional vem crescendo 3% ao ano, tornando-se uma saída para o Brasil escoar o excedente de sua produção. Além disso, a importação de arroz é bastante diversificada no mundo inteiro.
O que é importado de arroz pelos 10 maiores compradores do mundo representa apenas 40% do total das importações do cereal. Nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil já exportou 107 mil toneladas e a meta é ultrapassar as 400 mil comecializadas no passado.
De acordo com Camilo, o dólar a R$ 2,40 é um incentivo à exportação.
– Exportar arroz é uma das alternativas para equacionar o problema de oferta e estoque, melhorando assim a renda. A exportação ajuda a reduzir as oscilações de preço ao produtor. Com o dólar neste patamar, a tendência é exportar mais, já que no mercado interno o arroz está desvalorizado – comenta Camilo.
Ele enfatiza que países africanos como Nigéria, Costa do Marfim e Senegal são grandes mercados que podem ser explorados pelo Brasil.
– Em termos logísticos, o Brasil é mais competitivo que os países da Ásia. Além disso, produz um arroz de melhor qualidade – observa Camilo.
Como neste ano a tendência é que sobre pouco arroz no mercado, a exportação pode diminuir ainda mais a oferta, promovendo concorrência entre as indústrias do centro do país. Assim, o arroz seria mais valorizado. Com ou sem exportação, no segundo semestre a expectativa é de que o arroz recupere o preço, podendo a saca valer até mais do que o preço mínimo, R$ 22,00. Camilo recomenda que os produtores vendam somente o necessário, aguardando a recuperação para que possam obter renda para plantar a próxima safra.
Importante
O administrador Camilo de Oliveira é mestre em Economia e Desenvolvimento. Ele foi um dos palestrantes do IV Seminário da Sala de Agronegócios do Sindicato Rural de Cachoeira do Sul.


