Exportações de arroz continuam estratégicas, mas balança comercial perde fôlego em julho

 Exportações de arroz continuam estratégicas, mas balança comercial perde fôlego em julho

(Rodrigo Ramos/ Agência Safras) Porto Alegre, 7 de agosto de 2026 – A menor oferta disponível continua favorecendo a recomposição gradual das cotações do arroz no mercado brasileiro. “O fluxo comercial evolui lentamente, mas a redução da pressão de venda fortalece o poder de negociação dos produtores”, explica o analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Ao mesmo tempo, compradores seguem enfrentando maior dificuldade para originar matéria-prima, especialmente diante da estratégia de comercialização mais cadenciada adotada pelos vendedores. “Esse comportamento confirma que o mercado deixa de ser conduzido pelo excesso de oferta observado durante a safra e passa, gradualmente, a responder aos fundamentos estruturais de disponibilidade física”, pondera.

No comércio exterior, os números consolidados de julho reforçam a importância estratégica das exportações, embora revelem um cenário de maior equilíbrio entre entradas e saídas de produto. As exportações totalizaram 132,66 mil toneladas (base casca), sendo 79,09 mil toneladas de arroz em casca e 36,44 mil toneladas de beneficiado, enquanto as importações atingiram 182,80 mil toneladas (base casca), com destaque para 119,71 mil toneladas de beneficiado e 6,83 mil toneladas de arroz em casca, resultando em um déficit mensal de 50,14 mil toneladas.

Apesar disso, no acumulado da temporada (março a julho), o Brasil ainda preserva um superávit de 2,98 mil toneladas, resultado de 803,33 mil toneladas exportadas frente a 800,35 mil toneladas importadas, embora inferior ao superávit de 12,45 mil toneladas registrado no mesmo período da temporada anterior.

“Esses números reforçam que a manutenção de um fluxo consistente de embarques continuará sendo determinante para reduzir os excedentes internos e sustentar o processo de reequilíbrio do mercado”, afirma o analista.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (6) cotado a R$ 72,22, alta de 2,89% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 18,89%, enquanto, em relação a 2025, a valorização atingiu 3,33%.

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