Exportações de arroz matogrossense crescem até maio

O salto nas exportações de arroz é de 6,685 mil toneladas ante 124 toneladas de janeiro a maio do ano passado.

Os embarques de arroz são o destaque na pauta mato-grossense de exportações no acumulado de janeiro a maio deste ano, com crescimento de 1.899%. O volume em vendas do produto é de US$ 855,278 mil contra US$ 42,774 mil até maio do ano passado. O presidente da Associação de Produtores de Arroz (APA), Ângelo Maronezzi, declara que o setor ainda depende de organização e melhoria na qualidade da produção para ampliar ainda mais o quadro de exportações ante o aumento da demanda mundial pelo cereal.

– Hoje não estamos exportando o filé, e sim porcaria – declara, ao destacar que as exportações do arroz se resumem à característica de baixa qualidade com alto teor de grãos quebrados.

O maior destino dessas remessas ao mercado externo são para países da África. Ele destaca que o maior desafio hoje é desbravar o mercado chinês, cuja oferta interna indica que não suportará por muito tempo a demanda ante o rápido crescimento populacional.

– A médio prazo a China se tornará um forte importador e precisamos nos preparar para disputar essa lacuna de mercado.

O salto nas exportações de arroz é ainda mais claro se analisado o volume físico exportado, de 6,685 mil toneladas ante 124 toneladas de janeiro a maio do ano passado. O dado consta no relatório do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiemt. Não há previsão de quando os dados completos do primeiro semestre serão divulgados.

Maronezzi afirma que as exportações estão concentradas em agroindústrias instaladas em Cuiabá, Várzea Grande e Sorriso. Ele pontua que hoje os entraves logísticos, principalmente o custo do frete, barra as exportações diretas pelos produtores do Nortão do Estado.

SOJA

Mato Grosso exportou US$ 1,397 bilhão no complexo soja de janeiro a maio de 2006, volume 13,77% superior aos US$ 1,22 bilhão comercializados no mesmo período do ano passado. A alta é puxada pela soja em grãos, em detrimento da queda de 47% nas vendas de óleo de soja. O resultado no subproduto é justificado pela paralisação de indústrias locais com os protestos do Grito do Ipiranga durante abril e maio. No acumulado dos 5 meses foram exportados US$ 69,22 milhões em óleo de soja ante US$ 131,245 milhões na comparação com 2005.

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