FAO sugere que preço de grãos continuará alto

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, informou que protestos contra a alta no preço dos alimentos têm ocorrido em alguns países.

Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, sugere que o preço de alimentos básicos, em países em desenvolvimento, deve continuar alto neste ano.

O documento divulgado em Roma, dia 11 de abril, indica que o aumento médio no preço dos grãos deve ser de 56% contra 37% registrados entre 2006 e o ano passado.

De acordo com o relatório, os alimentos mais afetados são arroz, milho e trigo. O caso mais grave é o do preço do arroz que disparou após a imposição de restrições pelos principais países exportadores do produto.

Antes da publicação do relatório, o chefe do Programa Mundial de Projetos da FAO, Roberto Mercado, disse à Rádio ONU, de Roma, que a crise está se tornando cada vez mais global.

– A situação global nos últimos meses, semanas, dias piorou notavelmente, em particular depois das ações tomadas a semana passada pela Índia e a Malásia de não exportarem arroz. Isto provocou um aumento brutal do preço do arroz da noite para o dia – disse.

Segundo alguns países exportadores, a decisão de suspender a venda de arroz se deve à alta demanda interna.

Para tratar da questão, a FAO lançou a Iniciativa Contra o Aumento nos Preços de Alimentos para dar assistências técnica e política a países afetados.

O objetivo da iniciativa é ajudar fazendeiros locais a aumentar suas produções.

De acordo com a FAO, Moçambique, Senegal e Mauritânia são alguns países que devem se beneficiar da iniciativa.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, informou que protestos contra a alta no preço dos alimentos têm ocorrido em alguns países. Na semana passada, pelo menos cinco pessoas morreram no Haiti após manifestações e saques contra armazéns no sul do país e na capital Porto Príncipe.

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