Farsul diz que plano não resolve problemas

O presidente da Farsul citou o exemplo que de terça para quarta-feira, com a alta do dólar, o preço dos fertilizantes usados nas lavouras de soja aumentou 16% e o valor pago pelo grão se manteve em R$ 23,00 por saco.

O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, afirmou que o pacote anunciado ontem pelo Governo Federal tem um sentido desmobilizador e não busca resolver problemas e traçar políticas de longo prazo.
Sperotto explica que o setor aguardava medidas estruturantes e duradouras:

– As primeiras não vieram e as demais são passageiras.

O presidente ainda criticou a falta de agilidade no anúncio das medidas. Admitiu, porém, que houve sensibilidade do Governo, um início de entendimento, ouvindo as manifestações que ocorreram no Rio Grande do Sul e demais estados produtores.

A Farsul reunirá produtores amanhã, em Tupanciretã e Dom Pedrito, para detalhar as medidas e verificar a efetiva ação do pacote em cada setor. O presidente da Farsul ressaltou que a ansiedade no meio rural permanece e que vai dar continuidade às tratativas com o Governo na busca de medidas, principalmente desonerativas.

Para ele, mesmo com o pacote fica uma dúvida:

– Será que o Brasil vai plantar a próxima safra? Porque não foi resolvida a diferença entre custos de produção e preços de mercado – questionou Sperotto.

O presidente da Farsul citou o exemplo que de terça para quarta-feira, com a alta do dólar, o preço dos fertilizantes usados nas lavouras de soja aumentou 16% e o valor pago pelo grão se manteve em R$ 23,00 por saco. Carlos Sperotto acrescentou que vai continuar lutando pela edição da MP do Bem para o agronegócio.

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