Federarroz aposta em reação
O presidente da Federação, Valter José Pötter, enfatiza que o preço praticado no Mato Grosso, entre R$ 24,00 e R$ 26,00 a saca, puxará a cotação do grão no RS.
Os arrozeiros gaúchos esperam, para o início de outubro, uma reação no preço do grão, que hoje está, em média, R$ 20,50 a saca. A afirmação é do diretor de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares, que mostrou-se animado após o resultado do leilão público de arroz em casca realizado no Mato Grosso, na sexta-feira.
– Houve ampla procura pelo produto, demonstrando que a oferta está escasssa no centro do país. Segundo Tavares, o pregão teve lotes com até 30% de ágio.
O presidente da Federação, Valter José Pötter, enfatiza que o preço praticado naquele estado, entre R$ 24,00 e R$ 26,00 a saca, puxará a cotação do grão no RS.
– O nosso arroz, que é o longo fino, teve liquidez total no MT.
Aliado a isso, o setor aguarda uma reunião com o governo federal onde pretende tratar da realização de um leilão de 250 mil toneladas de arroz, com o direcionamento de recursos para opções públicas no Rio Grande do Sul. O pleito foi entregue no mês passado ao ministro da Agricultura, Luis Carlos Guedes Pinto, na Expointer.
Na sexta-feira, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou estimativa para a safra 2006/07. A redução da área de arroz no Estado pode chegar a 10% sobre os 1,031 milhão de hectares implantados no período anterior. A previsão considera, entretanto, a reposição de água nos últimos dias nos reservatórios em regiões produtoras como Zona Sul, Planície Costeira e Depressão Central.
Conforme o pesquisador do Irga Valmir Menezes precisam ser analisadas as condições de irrigação da Campanha e Fronteira-Oeste, bastante afetadas pela estiagem.


