Gaúchos mantêm o bloqueio ao arroz do Mercosul

Produtores gaúchos interrompem trânsito em ponte internacional com 10 toneladas de arroz.

Produtores gaúchos continuam impedindo a entrada no Brasil de caminhões carregados de arroz oriundos do Uruguai e da Argentina. Eles estão acampados fazendo manifestações e bloqueios em oito cidades de fronteira. Hoje de manhã, interromperam por três horas o tráfego entre São Borja, no Rio Grande do Sul, e Santo Tomé, na Argentina, colocando 10 toneladas de sacos de arroz sobre a ponte internacional, o que provocou grande congestionamento na fronteira.

À tarde, os bloqueios foram realizados na ponte que liga Uruguaiana a Paso de Los Libres, na Argentina. Segundo o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fenarroz), Valter Pötter, os bloqueios só terminarão quando o governo apresentar medidas para solucionar os problemas do setor.

O presidente do Instituto Rio-Grandense do Arroz, Pery Coelho, informou hoje que os prejuízos causados pela seca, pela queda do dólar e pela importação de arroz do Mercosul já se elevam a R$ 1,7 bilhão, atingindo produtores de 133 municípios gaúchos. Coelho ressaltou o arroz foi plantado quando o dólar estava a mais de R$ 3, custando no início do ano R$ 30 a saca de 50 quilos. Hoje, o produto está sendo vendido a R$ 17,00, com prejuízo de R$ 13 por saca.

Mesmo com 1,5 bilhão de toneladas estocadas da última safra e sem mercado, continua entrando arroz importado, disse ele. O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país, está terminando de colher uma safra de 5,3 milhões de toneladas.

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