Governador reitera apoio a arrozeiros em encontro com Lula
Presidente sugeriu que os arrozeiros fossem até Brasília na próxima semana, mas foi informado que os dirigentes chegaram ontem de Brasília e de mãos vazias. No final, ficou de consultar sua equipe sobre a inclusão do Sul na rolagem da dívida de custeio.
Governador reitera apoio a arrozeiros em encontro com Lula
O governador Germano Rigotto reafirmou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje (27), a necessidade de solução urgente para as dificuldades sofridas pelos produtores gaúchos de arroz. O assunto foi levantado durante o deslocamento do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, onde Rigotto recebeu o presidente, até Bagé, onde Lula participou do ato de criação da Universidade Federal da Região dos Pampas.
Do presidente da Associação dos Arrozeiros, Valter Pötter, e de representantes da Farsul, do Sindicato Rural de Bagé e da Associação dos Arrozeiros do município, Lula recebeu um documento contendo as principais reivindicações da categoria. Foram entregues também ao presidente cartas de 30 prefeitos de municípios produtores, solicitando a intervenção do governo federal para solucionar os problemas enfrentados pelos arrozeiros.
Entre as reivindicações, estão a permanência da ampliação do número de leilões para venda do arroz e o fechamento das fronteiras onde não há balanças, para impedir a entrada indiscriminada de grãos de outros países do Mercosul. Rigotto reiterou também sua intenção de discutir com o presidente do Uruguai, Tabaré Vasquez, a possibilidade de aumento do percentual da tarifa externa comum (TEC) para o produto. “Estarei com o presidente uruguaio na próxima segunda-feira, quando terei oportunidade de tratar de todas essas questões”, disse o governador. Lula afirmou que conversará ainda hoje com os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e da Fazenda, Antonio Palocci, a respeito das solicitações apresentadas pelos agricultores gaúchos.
Reivindicações
Germano Rigotto vem apoiando sistematicamente os produtores de arroz do Rio Grande do Sul. Ao longo deste ano, esteve várias vezes em Brasília, em busca de definições para livrar os agricultores dos prejuízos causados pela defasagem do preço de produção em relação ao de comercialização e pela concorrência descontrolada de grãos de países vizinhos. No final de junho, participou da marcha dos agropecuaristas, na Capital Federal. Rigotto argumentou que o Rio Grande do Sul cultiva mais de 50% da produção orizícola do país e, portanto, precisa de um mínimo de proteção para mantê-la nos patamares atuais.
O preço médio de comercialização da saca de 50 quilos de arroz irrigado está em torno de R$ 20,00, enquanto o custo de produção, de acordo com o Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), é de aproximadamente R$ 30,00 por saca. Além do ajuste de preços, os produtores pedem a garantia de compra, pelo governo federal, de 1,5 milhão de toneladas excedentes de arroz, das quais 1 milhão de toneladas pertencem ao Rio Grande do Sul e 500 mil toneladas ao Mato Grosso do Sul.
O Ministério da Agricultura havia se comprometido a assegurar R$ 700 milhões para compra do excedente dos dois estados. Até agora, no entanto, foi confirmada a liberação de R$ 300 milhões. E mesmo assim, não foram utilizados ainda nem R$ 100 milhões em benefício do Rio Grande do Sul.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou dois leilões para aquisição do produto, utilizando as modalidades de contrato de opção pública e de opção privada. No primeiro caso, o governo federal compra o arroz a R$ 24,00 por saca. No outro, os grãos são adquiridos por empresas privadas, com pagamento de prêmio de R$ 3,00 por saca pela União.


