Governo comprará mais 33 mil toneladas de arroz de Mato Grosso
Volume de AGF só não é maior porque o Cirad 141 não obtém classificação de longo fino e acaba sendo cotado abaixo de R$ 10,00 o saco.
O superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Mato Grosso, Ovídio Costa Miranda, informa que de janeiro a agosto de 2005 foram contratados em AGF 80 mil toneladas de arroz do Estado, com a aplicação de R$ 24,3 milhões em recursos federais. O preço médio pago no Estado é de R$ 18 a saca. Segundo Miranda, a expectativa é que este mês sejam adquiridas mais 33 mil toneladas.
O coordenador geral de Cereais e Culturas Anuais do Mapa, Sílvio Farnese, afirma que somente no mês de agosto foram adquiridas mais de 80 mil toneladas de arroz de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde foram empregados R$ 32 milhões.
Ele destaca que diante do arrocho orçamentário as AGFs serão mantidas prioritariamente para os dois últimos Estados, onde a crise é mais acentuada, enquanto os leilões de Prop se tornam mais viáveis para solucionar os problemas em Mato Grosso. “O Prop é uma alternativa mais barata e com uma alavancagem de mercado muito boa”.
No lugar do AGF, com o pagamento integral pelo governo, o Prop permite que o mesmo passe a arcar apenas com o prêmio de risco, pago aos industriais que adquirirem o arroz do produtor. O coordenador também afirma que está sendo estudado pelo Mapa a criação de leilões de Prop de trigo para os Estados do Sul do país, possivelmente em dezembro.


