Governo instala Câmara Setorial Nacional do Arroz em clima tenso

O Governo Federal instala hoje à tarde, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Câmara Setorial do Arroz, órgão de finalidade deliberativa e aconselhamento governamental para as questões do setor. O clima é tenso pelo protesto de arrozeiros no Sul do país.

O Governo Federal instala no início da tarde de hoje a Câmara Setorial do Arroz, órgão deliberativo que reúne representantes de toda a cadeia produtiva e representa o setor perante o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Esta primeira reunião tem como pauta apenas o debate organizacional, como a composição, o regimento interno e a eleição de um presidente (da iniciativa privada) e do secretário-geral (do Governo).

O clima para este primeiro encontro, porém, é bastante tenso por causa do protesto dos arrozeiros do Rio Grande do Sul que fecharam as fronteiras do Brasil com o Uruguai e a Argentina desde a madrugada de hoje (19/10). O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, pretende aproveitar a reunião para apresentar a conjuntura do setor neste momento e fazer um apelo para que o Governo Federal adote medidas urgentes para solucionar a crise no setor.

Um documento contendo sugestões e medidas que os arrozeiros consideram vitais para o setor produtivo foi elaborado em uma reunião ontem à noite na sede do Irga. Estiveram reunidos representantes da Federarroz, do Irga, da Farsul e da Fearroz. Entre outras medidas, os arrozeiros querem a imediata implementação do mecanismo de comercialização de contratos de opção, que o Governo Federal entre no mercado comprando arroz para a formação de estoques (o pedido é de 500 mil toneladas), e outros mecanismos de compensação para o produto interno frente aos produtos do Mercosul.

Os arrozeiros também pedem a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) para 35% para terceiros mercados, diante da informação de que mesmo com grandes excedentes, empresas de São Paulo estão comprando arroz tailandês (100 B) e colocando no mercado na faixa de R$ 63,00 o saco de 60 quilos beneficiado. Depois da instalação da Câmara Setorial, os dirigentes gaúchos terão audiência com o ministro da Agricultura.

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