Greve dos fiscais dá leve aquecida no mercado de arroz

Indústria, principalmente de outros estados, passou a buscar mais arroz gaúcho e, com a demanda, preços reagiram levemente.

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul teve leve aquecimento desde a última semana, por conta da greve dos fiscais federais que reteve e impediu novos pedidos de arroz uruguaio e argentino, principalmente beneficiado. Com isso, a demanda pelo arroz gaúcho aumentou, principalmente no Litoral Norte e Fronteira, gerando uma alta de R$ 0,25 a R$ 0,50 por saca nas principais praças gaúchas e até R$ 1,00 nas variedades nobres do Litoral Norte.

No Rio Grande do Sul a média de preços subiu de R$ 20,00 para R$ 20,50 nas principais praças, em se tratando da saca com 58% de grãos inteiros (50 quilos em casca) e R$ 23,00 a R$ 24,00 para produto de 63% de grãos inteiros nas praças de Capivari do Sul e Santo Antônio da Patrulha (Litoral Norte) sendo variedades especiais.

O Cepea indica preços de R$ 21,01 para o saco de arroz de 50 quilos (58%) posto na indústria gaúcha nesta quinta-feira, ou R$ 0,16 a mais que na semana passada.

Também colaborou para isso o anúncio da Conab para a compra de arroz da agricultura familiar por preços entre R$ 28,00 e R$ 29,20, similar ao ocorrido no ano passado. A operação será restrita a 140 sacas de 50 quilos por produtor. A Federarroz acredita que no Rio Grande do Sul, quatro mil produtores poderão ter acesso a este mecanismo.

Todavia, os analistas de mercado não estão confiantes que esta ligeira alta vá se sustentar para uma recuperação gradual. Muitos entendem que se criou uma bolha, com importações represadas nas fronteiras e que as primeiras ações de compra das empresas do Centro do país são muito mais preventivas do que extremamente necessária. Afora isso, lembram da falta de armazéns credenciados para deslocar produto, o fim dos leilões de opção e a pressão para que o Governo Federal comece a ofertar o estoque, principalmente no Mato Grosso e no Norte do país. A indústria gaúcha também já movimenta-se neste sentido.
A indústria não tem matéria prima para trabalhar e a falta de oferta mantém os preços, em média, a R$ 24,00 para o arroz em casca, 60 quilos, para a variedade primavera com mais de 55% de inteiros, nas praças de Sinop e Sorriso.

Em Santa Catarina, a média de preços é R$ 21,00 a R$ 21,50.

O varejo continua com baixa demanda, devido ao grande volume de compras de produto beneficiado no Mercosul.

Entre os derivados, o canjicão é cotado a R$ 27,00 no Rio Grande do Sul, com boa demanda para exportação, e a quirera (60Kg) a R$ 19,00.

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